Moradores dos jardins Vila Rica e Santa Mônica, em Maringá, fizeram um abaixo-assinado pedindo providências contra a poluição do Córrego Merlo. Eles acusam a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) de ser a principal responsável pela poluição. A garagem da TCCC fica próxima ao córrego e, segundo os moradores, a água poluída com detergente e óleo que sai na lavagem dos ônibus é despejada nas galerias pluviais que desembocam no córrego.
De acordo com o professor aposentado Nelson Bordin era possível pescar no córrego bagres e lambaris. Ele afirma que hoje já não existem mais peixes no local. ‘‘A água está suja e oleosa’’, lamenta. ‘‘O problema já foi levado à prefeitura, mas nenhuma solução foi apresentada’’.
Na semana passada, os moradores entregaram o abaixo-assinado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e também à prefeitura. No documento, os moradores pedem ‘‘providências enérgicas e urgentes’’ para acabar com a poluição do córrego. O vigilante João Rocha diz que a água do córrego chega a provocar ardor nas pernas. ‘‘De vez em quando tenho que ir até lá para cortar capim para o meu cavalo e sinto a perna arder quando entro na água’’.
O gerente da TCCC em Maringá, Roberto Jacomelli, disse ontem que foi comunicado sobre o protesto dos moradores e que já está tomando as providências. Ele descarta, no entanto, que a empresa seja responsável pela poluição do córrego. ‘‘A água utilizada passa por um processo rigoroso de tratamento antes de ser despejada no rio’’, garante.Marcos NegriniSem vidaPoluição no Córrego Merlo provocou nos últimos anos o desaparecimento de bagres e lambarisLucinéia Parra

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