Moradores querem reverter doação de terreno
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Moradores do Jardim Alto Igapó, da Zona Sul de Londrina, querem vetar a doação, pelos vereadores, de parte do terreno onde hoje funciona o Mercado Guanabara para a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab). Na noite de anteontem, eles se reuniram com o presidente da Cohab, João Alberto Verçosa da Silva, para discutir a futura licitação de boxes do mercado.
Segundo um dos membros da Associação de Moradores do Alto Igapó (Amai), o cabeleireiro Jorge Torquato, que é permissionário de um box no Guanabara há três décadas, moradores e comerciantes estão preocupados com a venda do mercado, que no início foi idealizado como centro comercial.
''Foi explicado que o terreno foi dividido em quatro partes e que três delas já teriam sido doadas à Cohab e que com a doação dessa última parte, o mercado pode ser licitado'', contou Torquato, informando que a votação na Câmara deve acontecer na próxima quinta-feira.
Na reunião, o presidente da Cohab teria justificado à Amai que a companhia não pode ficar como locatária do Mercado Guanabara, como acontece com outros 15 mercados na cidade. A reportagem tentou falar com o presidente da Cohab, mas não conseguiu localizá-lo.
''Estamos com medo dos empreendimentos particulares tomarem conta'', comentou Torquato, reforçando que se o mercado for mesmo vendido, a Amai vai requerer que o dinheiro obtido com a licitação dos boxes seja investido no próprio bairro, ''na revitalização de praças e na melhoria do posto de saúde''.
Conforme Torquato, os moradores também estavam preocupados com a possível mudança na sede do posto de saúde, que funciona no Mercado Guanabara. ''Mas ficou garantido, inclusive pelo secretário de Saúde, que o posto só vai ser transferido se uma nova sede for construída'', disse o cabeleireiro, citando que a Prefeitura especula a transferência da unidade para a Rua Paramaribo, próxima ao mercado.
''Vamos primeiro tentar frear a doação para que o mercado não seja vendido, mas se a venda acontecer, vamos realizar um abaixo assinado para que o dinheiro seja reinvestido no bairro'', resumiu Torquato.


