A Associação de Moradores Altos do Igapó (AMAI) fez ontem, no final da manhã, um protesto contra o abandono do Lago Igapó, especialmente o Lago Igapó 2 que hoje está assoreado, com mato crescendo em seu leito, mau cheiro, proliferação de insetos, com seu entorno cheio de cavas, com um aterro que é um esboço de barragem e degradado. A situação do Igapó 2 começa a provocar problemas também no Igapó 1. Quando chove a terra do aterro feito Igapó 2 escorre para a outra parte do lago provocando mais problemas.
A carreta de protesto saiu da Paróquia São Vicente de Paula (Avenida Higienópolis com Madre Leônia Milito) e parou na esquinas da Avenida Higienópolis com a Rua Bento Munhoz da Rocha. Durante o protesto, que reuniu cerca de 100 pessoas, Ewerton Cangussu, presidente da AMAI, leu uma carta de manifesto contra o descaso com o lago e cobrou providências em relação ao que chamou de ''ex-cartão postal de Londrina''.
A carta foi entregue ao secretário de Obras de Londrina Aloysio Freitas e ao único representante da Câmara de Vereadores, Félix Ribeiro, que estava no local. O presidente da AMAI cobrou do secretário Freitas não só o reinício das obras de revitalização do Lago Igapó 2, mas também a punição dos responsáveis pelo assoreamento do lago. ''De nossa parte estamos em campanha educativa para evitar que o lixo doméstico seja jogado nas ruas e bueiros'', disse Cangussu.
Em maio, quando o lago foi esvaziado, segundo Ewerton Cangussu, a promessa era de que toda a recuperação do local estaria pronta no mês de dezembro como um presente de aniversário à cidade, que completou 67 anos no último sábado. Para colaborar com a promessa feita pela prefeitura, a AMAI preparou um projeto de revitalização do entorno do Lago Igapó 2 que foi entregue ao prefeito Nedson Micheletti (PT) em abril desse ano.
Esse projeto, explicou Cangussu, não teria custos para a prefeitura e prevê a instalação de bancos, lixeiras e marcadores de distância; praça de ginástica com bebedouro; soltura anual de peixes com indicação técnica e plantio anual de mudas de árvores nas margens. ''Tudo seria doado pela iniciativa privada em troca da colocação da marca dos empresários doadores. Pretendíamos fazer uma gestão compartilhada da propriedade pública, viabilizando obras para as quais não haviam recursos destinados, mas fomos ignorados. Se a prefeitura autorizar a implantação de nosso projeto podemos começar a trabalhar na revitalização do entorno imediatamente, mas o assoreamento não podemos resolver,'' garantiu Cangussu.
Segundo dados da AMAI, toda a região denominada Altos do Igapó reúne uma população de 20 mil moradores. Alguns bairros, como Parque Guanabara, Bela Suíça, Jardim Cláudia, Quintas da Boa Vista, Morada do Sol, Residencial do Lago, Gleba Palhano, participam ativamente da entidade. Outros bairros da região também costumam recorrer à ajuda da entidade quando têm algum problema.

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