Moradores do conjunto habitacional Maria Celina e do jardim Barcelona (zona norte de Londrina) estiveram reunidos ontem com o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Eles estão preocupados com a possibilidade de ser derrubada a ponte improvisada feita sobre o ribeirão Lindóia e que serve de ligação entre os dois bairros.
De acordo com os moradores, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) pretende realizar a limpeza do local e, com isso, destruir a precária ligação construída por eles há cerca de um ano, com material doado. ''As autoridades não vêem o nosso problema. Precisamos de uma passagem entre os bairros para poder trabalhar. Se eles destruírem esta ponte, no mesmo dia construiremos outra'', garantiu Odair Rodrigues.
Moradores de bairros vizinhos também estão mobilizados pois não querem atravessar toda a região para chegar em um local que pode ser facilmente acessado por meio do aterro. ''Até mesmo a polícia já utilizou esta passagem para capturar um bandido nas redondezas'', afirmou o pintor Márcio de Jesus Paulino, morador do Maria Celina.
A ponte atual é constituída por troncos interligados e por ela passam pessoas, bicicletas e até mobiletes. ''Em dia de chuva, é comum ver mães carregando os filhos no colo com metade do corpo na água, porque precisam ir trabalhar'', revoltou-se Rodrigues.
O secretário pretende levar um representante do IAP para fiscalizar a região antes da realização da obra. ''Nós oferecemos a construção de uma passarela, mas os moradores não aceitaram. Eles alegam que necessitam de uma ponte para trafegar também com veículos. Por isso, precisamos primeiro de um licenciamento ambiental, para depois realizar qualquer tipo de obra na região'', concluiu.
Os moradores estão conscientes dos danos ambientais e afirmam que se a ponte for construída, eles mesmos irão se mobilizar para replantar árvores ao redor do córrego: ''Estamos dispostos a recuperar a área, basta que a prefeitura nos dê atenção'', disse Rodrigues.

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