Moradores querem impedir a
demolição de piscina pública
Guilherme Vieira
Mauro FrassonFaria e a piscina vazia há cinco anos: defeito na casa de máquinasA Prefeitura de Curitiba decidiu suspender a demolição da piscina do Centro Social Urbano Avelino Vieira, localizado no bairro Bacacheri. A decisão foi tomada depois que um grupo de moradores entrou com uma ação na promotoria da Defesa do Patrimônio Público contra a medida. ‘‘Não vamos permitir a demolição porque existe uma demanda dos alunos do bairro pela natação’’, disse o professor de música Daniel Barreto de Faria. Faria conta que a prefeitura abandonou a manutenção da piscina há cinco anos, depois de um defeito na casa de máquinas. ‘‘Vamos tentar responsabilizar judicialmente a prefeitura por esse descaso’’, reclama.
o secretário municipal de Esportes e Lazer, Adalberto Luiz Medeiros, informou ontem que a suspensão da demolição foi uma medida para evitar um atrito com a população. O secretário defende a destruição da piscina devido a seu péssimo estado de conservação. ‘‘A obra foi concluída há 15 anos e a a sua recuperação é inviável pelo alto custo, orçado em R$ 30 mil’’, disse Medeiros.
O secretário acredita que construir uma nova piscina não é a solução, e que é melhor investir o dinheiro - cerca de R$ 15 mil - na implantação de uma quadra poliesportiva no local. ‘‘Vamos poder atender muito mais pessoas com o mesmo dinheiro e durante o ano todo, porque no inverno a piscina costuma ficar sem frequentadores’’. A secretaria pretende no futuro construir piscinas menores e aquecidas para a prática da hidroginástica e está desenvolvendo um projeto-piloto para testar a idéia.
Hoje existem três piscinas municipais: no CSU Avelino Vieira, na Praça Generoso Marques e na Praça Osvaldo Cruz. Apenas esta última está funcionando, atendendo 140 crianças.

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