Curitiba

Kraw PenasRiscoCrescimento do bairro provocou surgimento de muitos prédios em torno da delegacia, onde estão presos hoje 51 bandidosA fuga de 32 presos da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, no último dia 18, foi o estopim para que 25 síndicos dos edifícios situados nas proximidades declarassem guerra à existência da delegacia, no bairro Cajuru. Em documento protocolado ontem em vários órgãos estaduais, os moradores se queixam da situação de insegurança do bairro.
‘‘A população do bairro está apavorada e totalmente insegura. Os fugitivos invadiram edifícios, casas, estabelecimentos comerciais. Houve troca de tiros, colocando em risco a vida dos moradores’’, relata o documento.
Outro problema relatado no documento são os constantes roubos de veículos. ‘‘Só no último ano, foram mais de 30 automóveis’’, asseguram os moradores. Os síndicos querem que a delegacia funcione apenas como uma delegacia, ‘‘e não como um mini-presídio superlotado e sem segurança como vem ocorrendo.’’
Uma das síndicas, que pediu para não ser identificada, afirma que no dia da fuga dos presos foi necessário chamar a Polícia Militar para fazer uma verredura na garagem do prédio. Outro morador disse que tem medo de entrar na garagem à noite.
De acordo com as informações do delegado da Furtos e Roubos, Ézio Vicente da Silva, a delegacia já estava instalada nesse local antes de os prédios serem construídos. ‘‘Este é um local de segurança. Por aqui raramente é registrado um assalto, assunto de nossa competência’’, declara.
Com relação à superlotação da delegacia, o delegado diz que também quer ver todos os presos detidos em penitenciárias. ‘‘Hoje temos 51 presos e nossa capacidade física é para no máximo 40’’, reconhece.
Segundo o delegado da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Rubens Recalcatti, a média de carros furtados em Curitiba é de 10 a 25 por dia. As áreas consideradas críticas são os bairros do Ahú e do Centro Cívico. ‘‘O número de carros furtados em Curitiba aumentou proporcionalmente ao número de carros na cidade’’, diz Silva.
O documento dos moradores foi protocolado na secretário de Estado da Justiça e Cidadania, no Conselho Penitenciário do Estado, na secretaria da Segurança e na Ouvidoria Geral.

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