Moradores querem agilizar obras em postos de saúde
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segunda-feira, 12 de maio de 1997
Lúcio Horta 
Mário CésarCobrançaAngélica de Souza, do Consoeste: Prefeitura tem que dar solução urgente para o problema Moradores dos jardins Bandeirantes, Leonor e Santiago, na zona oeste de Londrina, estão sofrendo com o atendimento precário nos postos de saúde. O motivo são reformas que se arrastam desde o ano passado mas até agora não foram concluídas.
No posto do jardim Bandeirantes, por exemplo, o prazo para o fim das obras terminou em dezembro do ano passado, mas a reforma ainda não foi concluída e nem tem prazo para terminar.
Na parte de dentro do prédio não foi colocado piso nem nada. A Prefeitura tem que dar uma solução urgente ao problema, diz a vice-presidente do Conselho de Saúde da Região Oeste (Consoeste), Angélica de Souza. Ela afirma que o dinheiro para conclusão das obras está previsto pelo Fundo Municipal de Saúde e por isso não há razões para o atraso na conclusão das obras.
Como não há condições para receber pacientes nos prédios em reforma, a Autarquia Municipal da Saúde optou por alugar imóveis na região para improvisar atendimento. Essas casas, no entanto, carecem de estrutura adequada para atendimento médico. Foi o único lugar que a associação conseguiu para alugar. As pessoas não queriam ceder o imóvel para servir como posto de saúde, observa Souza.
Outro problema apontado pela vice-presidente do Consoeste é em relação à clínica odontológica. Depois que começaram as reformas no posto, o atendimento passou a ser feito em um salão cedido pela igreja presbiteriana do bairro. A questão é que em junho a igreja precisará ocupar a sala para atividades religiosas e não há outro lugar para prestar atendimento.
Angélica de Souza acrescenta que em toda a região as reclamações da população são constantes. No posto do jardim Panissa, por exemplo, falta médico ginecologista. E no posto do jardim Tóquio, a parede de um dos banheiros rachou e pode desabar a qualquer momento, por isso também precisa de reformas. Sem contar que em praticamente todos os postos a população reclama que as consultas são rápidas demais e não há atenção devida por parte dos médicos.
A região oeste de Londrina tem mais de 70 bairros, onde se concentra uma população de aproximadamente 100 mil pessoas. Apenas seis bairros, no entanto, têm postos de saúde, ainda que alguns funcionando precariamente: jardins Bandeirantes, Leonor, Santiago, Panissa, Alvorada, Tóquio e do Sol.
A associação teve um encontro semana passada com o secretário da Saúde para tratar dos problemas da região. Na oportunidade, segundo Angélica de Souza, Agajan teria explicado que o atraso das obras se deve à empreiteira contratada para fazer o serviço, e não à Autarquia. De qualquer forma, ela diz que na próxima semana pretende convidar o secretário municipal de saúde, Agajan Der Bedrossian, para que ele visite os postos de saúde e conheça de perto a situção do atendimento na região.
O secretário negou ontem à tarde que haja atrasos significativos nas obras de reforma dos três postos da região oeste, assim como em outros onze postos de outras regiões da Cidade. Em momento algum houve paralisação nas construções e eu acho que isso define tudo.
O problema, segundo Agajan Der Bedrossian, foi que o prazo dado para a conclusão das obras, quando elas começaram, não era compatível com a realidade. Isso acabou criando uma falsa expectativa na população.
O ritmo das obras é normal. Só daria para cumprir aqueles prazos se fizéssemos uma operação de guerra, trabalhando finais de semana, feriados e até à noite, mas isso não é possível, pondera.
O secretário de Saúde informa também que a questão da reforma nos postos foi exaustivamente discutida com membros do Conselho de Saúde da Região Oeste e também em outras instâncias, como o próprio Conselho Municipal. Esse problema foi conversado em todas as instâncias possíveis, o pessoal está bem informado, diz, acrescentando que tem acompanhado as reformas de perto, inclusive detalhes.
Agajan Der Bedrossian entende que o serviço feito em imóveis alugados é improvisado e não completamente satisfatório. Mas observa que é a única maneira de melhorar a situação dos postos sem interromper o atendimento.
São as dores do parto. E as obras já estão em fase final. O do Leonor, inclusive, já deveria ter sido entregue se não fosse um problema de infiltração. É só ter um pouco mais de paciência.


