Osmani Costa
De Londrina
Dezenas de pessoas participaram no final da tarde de ontem de uma manifestação na Avenida Brasília – parte urbana da BR-369 –, reivindicando a construção de uma passarela para pedestres. Elas interromperam o trânsito de maneira pacífica, com ajuda de policiais militares, e entregaram aos motoristas botões de rosas brancas e panfletos, explicando o objetivo do protesto.
A manifestação, sem incidentes, foi promovida pela Associação de Moradores da Vila Yara (zona leste) e Centro de Direitos Humanos, que tem naquela região um núcleo denominado Diego Hurã Bueno. Diego, um estudante de 15 anos, foi a última vítima do trânsito naquele perigoso ponto da Avenida Brasília. Ele foi atropelado e morto em dezembro do ano passado.
‘‘Este local é um dos piores do trânsito de Londrina. Várias pessoas já foram atropeladas aqui, e algumas morreram. As autoridades já prometeram a passarela várias vezes, mas a obra nunca sai do papel’’, reclamou Elis Regina Paixão, dona de casa e secretária da associação de moradores. De acordo com ela, as rosas e bexigas brancas distribuídas significam o desejo de paz e do fim das mortes no trânsito.
O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, garantiu ontem que as obras de construção da passarela terão início na manhã de hoje. Segundo ele, elas serão realizadas em parceria pela prefeitura, Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Paraná, e a empresa Econorte, concessionária que explora os pedágios nesta parte da BR-369.
A passarela terá 26 metros de comprimento, 2 de largura e 5,5 de altura. No canteiro central da pista, para evitar a travessia de pedestres sob a rampa, será colocada uma tela com 150 metros de comprimento e 2 de altura. A obra estará pronta em no máximo 120 dias.
O secretário não soube precisar o valor da construção, porque ela está dividida entre os três parceiros.

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