Moradores protestam e pedem segurança
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terça-feira, 01 de março de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os moradores do Parque São Jorge, na Grande Cachoeira, em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), estão preocupados com a falta de segurança nas escolas. São 16 escolas estaduais na região e apenas uma viatura da Patrulha Escolar. Situação que acabou levando ontem mais de 400 pessoas (entre pais, alunos, professores e comunidade em geral) para as ruas próximas ao Colégio Estadual Papa João Paulo I. De acordo com o diretor da escola, Carlos Fortunato da Palma, a insegurança e o medo dos pais de alunos aumentaram depois que uma aluna foi baleada na semana passada.
Aldicéia Leder de Oliveira, de 18 anos, estava saindo da aula por volta das 22 horas. Ela teria sido seguida por dois homens armados. A duas quadras da escola, ela foi baleada nas costas. Os agressores fugiram e não foram localizados pelas polícias Civil e Militar. Aldicéia está internada no Hospital Cajuru, em Curitiba. Ela já passou por três cirurgias para a retirada do projétil. O hospital informou ontem que ela está bem, consciente e repousa na enfermaria.
''O que queremos é menos violência e mais vida. Os pais se queixam diariamente do medo de deixar seus filhos saírem à noite. Nos bairros podem ser ouvidos tiros diariamente. A situação é de completo abandono. Precisamos de ajuda'', reclamou o diretor. Atualmente, o colégio tem 1,1 mil alunos e 45 professores.
Os manifestantes querem aumento imediato do efetivo policial. Na delegacia, nem mesmo o inquérito pôde ser concluído com agilidade. Além do delegado Marcelo Lemos de Oliveira, a unidade conta com apenas três policiais (um em férias e dois estavam de folga ontem), um escrivão e um superintendente. A delegacia está com 57 presos.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar foi procurada ontem, mas até o fechamento desta edição, ninguém havia retornado as ligações.


