Moradores dos bairros Jardim Veneza e Jardim Colonial, em Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), protestaram ontem contra as condições do transporte coletivo que passa pela região e também pelo bloqueio de uma via de acesso à BR-116, próximo à praça de pedágio.
No início da manhã, os manifestantes fecharam os dois sentidos da rodovia, que liga o Paraná a Santa Catarina, por aproximadamente trinta minutos e prometeram novos bloqueios caso não fossem atendidos.
De acordo com os moradores, os problemas na região se agravaram há cerca de um mês, quando uma das ruas do bairro que dá acesso à BR-116, perto da praça de pedágio, foi fechada. Eles contam que, a partir de então, os apenas dois veículos responsáveis pelo trajeto -que antes seguiam pela rodovia, passando pela rua que agora está bloqueada- precisam refazer o caminho de aproximadamente 10 quilômetros, o que atrasa em mais de meia hora a duração do percurso e deixa os carros lotados.
"São sete quilômetros daqui até o terminal (da Fazenda Rio Grande). O ônibus demora 40 minutos e eu faço esse trajeto a pé em 50 minutos. É um absurdo", conta o auxiliar de produção, Leandro Gonçalves Ferreira, que se diz revoltado com a situação. Ele precisa sair de casa às 5h30 para chegar às 8 horas no trabalho, no bairro Campo do Santana, em Curitiba.
As principais reivindicações dos moradores eram o aumento imediato de dois para três ônibus que passam pelo local, em um intervalo de dez em dez minutos, e a abertura do acesso à BR-116. A manifestação, que começou às 5 horas, terminou perto das 11 horas, após um acordo com o secretário Municipal de Urbanismo, Elvis Roberto Maioky.

Extra
O secretário esteve no local do protesto e conversou com os moradores. Depois de uma reunião com a empresa de ônibus responsável pelas linhas que atendem a região e a
Urbs, que administra as linhas de ônibus, chegou-se ao acordo de que a partir de hoje os moradores teriam um carro extra à disposição no horário de pico, das 5h30 às 6h30. De acordo com a Urbs, a medida ficará em vigor enquanto houver demanda, que será medida a partir de acompanhamento diário. A Urbs ressalta ainda que não foi feita uma reprogramação das linhas que passam pelo local anteriormente porque a concessionária não comunicou sobre o bloqueio da via.
"Foi favorável porque vai colocar mais um ônibus, que é uma medida paliativa, pois ameaçamos mais um protesto, mas a abertura da via que é nossa principal reivindicação, não tivemos nenhuma resposta", afirma o morador Heriberto Verner. Os moradores irão protocolar uma ação civil pública com mais de 300 assinaturas pedindo a solução do caso.
A concessionária Auto-Pista Planalto Sul, responsável pela rodovia, afirmou por meio da assessoria de imprensa que a solução para o impasse está em discussão com os moradores próximos à via bloqueada e com a prefeitura do município desde dezembro do ano passado. Estas reuniões irão definir se a pista será ou não reaberta.
Uma assembléia comunitária realizada no próximo sábado, às 19 horas na Escola Estadual Generoso Salustiano, no Jardim Veneza, vai discutir ainda a segurança pública e as condições das ruas internas do bairro, que também afligem os moradores.

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