Moradores protestam após morte no trânsito
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quarta-feira, 09 de dezembro de 2009
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Moradores dos jardins do Sol e Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste de Londrina) fecharam por cerca de quatro horas, na tarde de ontem, a Avenida Brasília (trecho urbano da BR-369) em protesto pela falta de segurança. Na noite de anteontem, o motociclista Adriano Gomes de Souza, 30 anos, morreu no cruzamento da Avenida Brasília com a do Sol ao ser atingido por um caminhão. Pedaços do capacete da vítima ainda podiam ser vistos no asfalto.
Os manifestantes - entre eles crianças e adolescentes - utilizaram pneus e galhos de árvores para interromper o trânsito nos dois sentidos da avenida. Uma motorista chegou a ser agredida pelos moradores ao furar o bloqueio. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi chamada para coordenar o trânsito, mas houve congestionamento nas vias de acesso, como as avenidas Rio Branco e Tiradentes e Rua Guaporé.
Segundo um dos organizadores do protesto, José Alves de Souza, a principal reivindicação da comunidade é a construção de uma passarela. ''Os motoristas trafegam em alta velocidade e não respeitam a faixa de pedestres. Há anos exigimos mudanças, mas parece que as estatísticas de mortes no trânsito não comovem as autoridades'', criticou.
A empregada doméstica Isabel de Souza Silva ressaltou que as mães temem que os filhos atravessem sozinhos a rodovia para ir e voltar da escola, justamente no horário do rush. Com o filho de um mês no colo, a dona de casa Vanessa Aparecida Fernandes afirmou que, além da escola, os moradores do Nossa Senhora da Paz precisam atravessar constantemente a rodovia porque só há comércio nos jardins Leonor e do Sol. ''Além da passarela, precisam instalar radar e redutores de velocidade aqui'', reivindicou.
As vias só foram liberadas por volta das 16 horas, quando o engenheiro da Econorte (concessionária que administra o trecho), Dilson Pelisson, comprometeu-se a apresentar na quarta-feira da próxima semana um projeto de construção de uma passarela a uma comissão de moradores. ''A Econorte já apresentou um projeto há uns três anos, mas agora a comunidade quer a passarela em um outro lugar. No entanto, este projeto não está na programação da concessionária, e somente será viabilizado se firmada uma parceria entre Econorte, Prefeitura e, se possível, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem)'', observou.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Lindomar Mota dos Santos, que acompanhou o protesto, assegurou que a Econorte pode contar com a colaboração da prefeitura. ''A reivindicação da comunidade é justa e a prefeitura, através do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), estudará o que pode ser feito para melhorar a segurança no local. A via é rápida e existem bairros próximos com uma grande quantidade de crianças. Talvez seja necessária uma fiscalização mais rigorosa neste trecho, com a instalação de radares e agentes da CMTU para coordenar o trânsito'', exemplificou.


