Moradores protestam após morte de irmãos
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segunda-feira, 02 de julho de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
Cerca de 100 moradores do Jardim Igapó (zona sul de Londrina) protestaram ontem à tarde e estiveram com o prefeito Nedson Micheleti (PT) para pedir redutores de velocidade na Avenida Inglaterra. No sábado, duas crianças morreram atropeladas na avenida. A sinalização é precária e o movimento intenso, principalmente na hora do almoço e final da tarde. Queremos que o prefeito tome alguma providência antes que outra pessoa perca a vida naquela via, reivindicou a comerciante Ivone Ronchi dos Santos.
O gabinete de Nedson foi pequeno para o número de manifestantes que participaram da reunião com faixas e cartazes. Antes de chegar ao Centro Cívico, eles fizeram uma passeata pela Avenida Inglaterra desde o cruzamento com a Rua Finlândia, ponto onde ocorreu o atropelamento. O avô e a tia de Amanda e Lucas Colonheis, irmãos mortos no acidente, também participaram do protesto. A dor que sentimos é tão grande que só aqueles que passaram por essa experiência podem imaginar. É para evitar mais sofrimento que estamos aqui. As pessoas precisam se conscientizar da responsabilidade que o trânsito exige. Não é correndo que vamos resolver nossos problemas, afirmou Eliseu Colonheis ao defender a tese de que o motorista Leandro Antonio Bartolo, 21 anos, estava em alta velocidade.
Micheleti se emocionou com as declarações e garantiu aos moradores que a prefeitura estudará o caso. O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, disse que o órgão já está elaborando um projeto para diminuir a violência no trânsito de Londrina e identificou 100 pontos perigosos. Acredito que até o final dessa semana vamos publicar um edital de licitação para instalar o serviço de monitoramento eletrônico das vias. Através de fotografias digitalizadas, vamos poder multar os motoristas que excederem a velocidade, avançarem o sinal ou a faixa de pedestres, explicou. Ainda segundo ele, o funcionamento mensal para 10 pontos custa R$ 150 mil. Por causa do preço, a idéia é instalar as câmeras em vários pontos da cidade, revezando o funcionamento.
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Igapó e adjacências, Wilson Antonio dos Santos, disse que a comunidade não vai descansar enquanto o problema não for resolvido. Na sexta-feira, às 17 horas, os moradores realizarão um novo protesto no local do atropelamento. As igrejas, escolas e comerciantes fecharão suas portas em apoio aos manifestantes, que estarão vestidos de preto e portando bexigas brancas para simbolizar a luta pela paz.


