Mais de um ano depois da construção irregular de uma ponte sobre o Ribeirão Lindóia pelos moradores do conjunto Maria Celina (zona norte), continua o impasse e a prefeitura não consegue cumprir a ordem de retirada. O pedido foi feito em dezembro pelo promotor de Defesa do Meio Ambiente, Cláudio Esteves.
Nesta semana início de um mutirão de limpeza de fundos de vale com auxílio de maquinário pesado alugado a Secretaria de Obras tentou cumprir a ordem, mas foi impedida pela comunidade que ameaçou reconstruir tudo novamente. ''Eles chegaram a ameaçar colocar fogo na retro-escavadeira, não posso colocar em risco um equipamento que vale R$ 500 mil'', afirmou o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas.
A ponte, construída de troncos e concreto, é utilizada como elo de ligação entre o Maria Celina e Jardim Barcelona. Segundo o secretário, por enquanto, a ponte vai continuar onde está. ''Estamos negociando a construção de uma passagem a uns 200 metros do local para tentar acabar com o impasse'', declarou. A nova passagem seria construída sobre um bueiro que permite a passagem da água e poderia ser utilizada por veículos.
Além da construção irregular, houve desmatamento e a estrutura contribui para o assoreamento do córrego, por isso foi expedida a ordem de retirada. Até agora, o pedido não havia sido cumprido porque a prefeitura não tinha equipamento disponível.
Nesta semana, após alugar 200 horas de uma retro-escavadeira de grande porte, a prefeitura iniciou um mutirão de limpeza nos fundos de vale. O ribeirão Lindóia e o córrego Cabrinha já passaram pelo processo. Uma nova licitação, também para aluguel de equipamento, deve sair nas próximas semanas para construção de pistas de caminhada em pelo menos nove fundos de vale.

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