Por causa da pressão de moradores, a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) - empresa subsidiária da Copel, que distribuirá gás do Gasoduto Brasil-Bolívia no Paraná - vai mudar o traçado dos dutos que ligarão a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e o município de Campo Largo. O novo trajeto será apresentado em audiência pública na quarta-feira e deve sair da região central da cidade, como pediam os ambientalistas. No entanto, o secretário do Movimento Ecológico dos Amigos do Cambuí (Meacam), Rodolfo Ramina, afirma que a mudança da Compagás ainda não é a adequada, porque fará com que o atual trecho seja deslocado apenas duas quadras abaixo.
O engenheiro Luis Roberto Dantas Bruel, diretor-presidente da Compagás, diz que entre as alterações propostas estaria o distaciamento do Colégio da Sagrada Família, onde estudam 2.500 alunos. Bruel não quis especificar qual seria o trajeto escolhido, acrescentando que apenas amanhã vai apresentá-lo. ‘‘Tentamos atender todos os quesitos pedidos pela população, mesmo que tais exigências não tenham sido feitas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP)’’, afirma.
Ramina acredita que as mudanças feitas pela Compagás não são as adequadas. Na audiência pública, o secretário da Meacam vai pedir detalhes do sistema de segurança dos dutos. Um dos questionamentos será como a população deverá agir em caso de vazamento. ‘‘O movimento não é contrário a implantação do gasoduto, mas pela sua passagem no centro da cidade’’.
Abastecimento - A primeira etapa do gasoduto da Compagás deverá estar concluída até o final de outubro deste ano. O trecho de 53 quilômetros partirá da Refinaria Getúlio Vargas e abastecerá indústrias de Araucária, parte da Cidade Industrial da Curitiba (CIC) e de Campo Largo. O investimento será de R$ 16 milhões. O primeiro trecho terá capacidade para fornecer 250 mil metros cúbicos de gás GLP por dia.
Até o final de 1999, mais 200 quilômetros do gasoduto deverão estar instalados para atender novas indústrias da capital e de outros municípios da região metropolitana - como São José dos Pinhais e Colombo - e de Ponta Grossa. A capacidade total de fornecimento do gasoduto, orçado em R$ 70 milhões, será de 1,9 milhão metros cúbicos de gás.
Leia mais no Folha Economia

mockup