Moradores do Parque Ouro Branco, na Zona Sul de Londrina, pretendem colaborar com a redução de transtornos e acidentes no trânsito da região encabeçando uma campanha educativa. A''1 Campanha Ouro Branco Contra a Imprudência no Trânsito'' foi marcado para o período de 27 a 30 de maio e deverá incluir palestras com autoridades da área do trânsito, depoimentos de vítimas de acidentes e discussão de propostas a ser encaminhadas aos órgãos competentes.
Seja na posição de motoristas ou pedestres, o principal ponto de preocupação dos moradores da região é a rodovia estadual PR-445. Parte do trecho mais violento da rodovia no estado os cerca de 70 quilômetros localizados entre Londrina e Mauá da Serra está na Zona Sul. Em todo esse trecho, foram registradas 21 mortes desde o início de 2004, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Estadual. Até o fechamento da edição, a Folha não conseguiu obter dados oficiais referentes somente ao perímetro urbano da rodovia.
''Há alguns pontos mais críticos, como a entrada do Conjunto Jamile Dequech, o trecho em frente ao Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) e aquele onde foi construída uma passarela, pela qual ninguém passa. É preciso despertar os motoristas sobre o perigo e estudar soluções'', sustenta o presidente da Associação de Moradores do Ouro Branco, Roberto Fu. Para a campanha, o presidente espera mobilizar moradores de todos os bairros próximos, como Cafezal e Vivendas do Arvoredo.
A comerciante Zilda Gimenez, 60 anos, moradora do Ouro Branco há 30, acredita que o número elevado de acidentes não se deve à sinalização inadequada, mas à imprudência de motoristas. ''E não é só na PR-445, a Avenida Guilherme de Almeida (dentro do conjunto) também é bem perigosa. Muitos motoristas que vêm de Mauá da Serra e Curitiba, por exemplo, preferem passar aqui por dentro para facilitar, e passam correndo'', relata. Outro comerciante, Airton Campos, 40, ressalta a preocupação com as duas filhas, de 11 e 15 anos, que atravessam a rodovia para retornar da escola, no Jardim Tarobá. ''De manhã eu as levo, mas depois não posso buscar.''
O subtenente da 2 Cia da Polícia Rodoviária, Osni Dias de Araújo, alega que o órgão já está fazendo todo o possível para coibir os acidentes no local de sua responsabilidade, a PR-445, por meio de blitze no trecho mais crítico da rodovia. ''O que pode ser feito, está sendo feito, e já houve diminuição no número de acidentes'', ressaltou. Segundo ele, a Operação Salva-Vidas, que visa prevenir acidentes nas rodovias, prosseguirá por tempo indeterminado.

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