Moradores preocupados com a dengue
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Dados divulgados esta semana pelo Comitê de Combate e Controle à Dengue de Londrina mostram que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) ainda está longe do ideal de 1%, percentual preconizado pelo Ministério da Saúde (MS). A Vila Casoni (Área Central) lidera o índice ao apresentar um aumento de 5,78% para 6,02%.
Mais uma vez, a notícia deixou os moradores assustados, pois a Vila Casoni eventualmente ganha destaque no Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira). ''Acho que é por falta de cuidado dos moradores e comerciantes'', diz Valdete Batista de Souza, que já viu o irmão, a irmã e o sobrinho sofrerem com a dengue. ''Foi um seguido do outro e isso fez com que nossa família aprendesse a cuidar do jardim e a não brincar com o assunto'', comentou.
Outra moradora, Gisele Palermo Furtado afirma que muitas pessoas do bairro já tiveram a doença. ''Meu pai já teve e ficou muito mal. Além de ter muitos ferros-velhos por aqui, as pessoas só olham para o chão. Tem muitas casas antigas, que acumulam água na calha do telhado. É um criadouro perfeito'', afirmou.
No quintal de Maria Aparecida da Fonseca Schmit, os pratos de flores estão todos com areia e a mina de água recebe água sanitária toda semana. ''Eu fico preocupada, pois já tive dengue. É terrível'', conta.
Segundo o coordenador de Endemias da secretaria de Saúde, Elson Belisário, o aumento da infestação no bairro se deve à dificuldade da equipe em visitar todos os imóveis e também ao acúmulo de lixo.
Ao andar pela região, a equipe da FOLHA encontrou agentes de limpeza próximo do Centro Social Urbano (CSU). Nas imediações, foram recolhidos muitos materiais recicláveis, principalmente embalagens e garrafas pet.
''Se a prefeitura paga pelo serviço, a limpeza tem que ser feita, mas não é isso que temos observado. O próprio córrego está cheio de lixo acumulado'', reclamou Sidney Vilella Berbel, que frequenta o local diariamente.
Belisário afirmou que até o início de maio novos agentes deverão ser contratados para os mutirões de limpeza. Ao todo serão 260 funcionários atuando no serviço contra a dengue.
Casos
Além da Vila Casoni, outros bairros também apresentam índices preocupantes, como o Jardim Ideal e o Marabá (na Zona Leste), que têm, respectivamente, 7,52% e 5,45% de infestação. O índice médio de Londrina é de 2,4%. O levantamento foi realizado pelas equipes da secretaria de Saúde nos dias 12 e 13 de abril. O município registrou neste ano 27 casos da doença.


