A maioria das pessoas não acredita que possa ser alvo dos ladrões e negligencia a própria segurança. Esta é a opinião do especialista em segurança Jocemar Pereira da Silva. Autor de vários livros e atuando como agente de segurança e transporte do Poder Judicário Federal, Jocemar ressalta que não existe proteção absoluta, porém, uma vigilância constante, profissionais qualificados e a adoção de medidas preventivas tendem a reduzir a violência.
Silva enfatiza que a segurança eficiente de um condomínio está estruturada no tripé funcionários, dispositivos de segurança e a colaboração dos moradores. ''Um complementa o trabalho do outro. De nada adianta o edifício possuir um excelente sistema, se os porteiros não são qualificados, comprometidos com o sigilo profissional e os condôminos não colaboram com a proteção do patrimônio'', alerta.
O especialista ensina que as barreiras para a proteção do imóvel devem ser priorizadas do exterior para o interior. Silva aponta que os muros e portões devem ter altura superior a 2,4 metros, sendo que a distância entre eles e o edifício deve ser acima de 3,5 metros. Sobre os muros devem ser instalados cerca eletrificada, sensor infravermelho, arame farpado e cacos de vidro. O portão deve ser visualizado pelo circuito fechado de televisão. O interior dos apartamentos deve ser equipados com fechaduras tetra e cremona (barras de aço ou madeira colocadas na parte superior e inferior da porta para resistir a arrombamentos).
Os funcionários devem ser investigados periodicamente e receber treinamento. O porteiro agrega o serviço de vigilante, o que exige maior preparo e reciclagem constante.
Os moradores também podem colaborar com a segurança, procurando conhecer as pessoas, principalmente funcionários e amigos. Também não é recomendável deixar as chaves de todas as dependências com os empregados, além de não deixar chave na portaria. Outra regra elementar, que muitas vezes é desobedecida, é jamais abrir a porta para desconhecidos. Um exemplo desta negligência pôde ser constatado pelo síndico de um edifício. ''Há alguns dias simulamos que uma floricultura estava fazendo entrega no prédio, mas não anunciamos aos moradores. Em 12 dos 19 apartamentos existentes, os funcionários ou condôminos abriram a porta para um estranho sem checar absolutamente nada'', relatou .(C.V)

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