Moradores pedem segurança no trânsito
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Um motociclista de 21 anos morreu, na manhã de ontem, depois de colidir o veículo contra um caminhão num cruzamento da Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul). Moradores da região reclamam da falta de segurança e reivindicam sinalização na via.
Segundo informações da política, Celso Guimarães Baleeiro trafegava pela via e, sem perceber que o caminhão faria uma curva, tentou ultrapassá-lo e acabou caindo. O jovem morreu no local. O motorista do caminhão afirmou ao delegado Edgard Soriano, da Delegacia de Trânsito, que havia acionado a seta avisando que entraria no cruzamento, mas que o motociclista não percebeu e tentou a ultrapassagem. Ele foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento. ''Também vamos ouvir duas testemunhas'', afirmou.
Baleeiro era baiano e veio para Londrina há alguns anos com uma irmã, que voltou para a Bahia. ''Ele morava sozinho na casa deixada pela irmã. Era um rapaz muito simples'', afirmou a merendeira Sandra Moreira, vizinha do jovem.
Para o delegado Soriano, o número de acidentes registrados na Avenida Guilherme de Almeida impõe a necessidade de um mecanismo de redução de velocidade no local. ''É uma via rápida, mas precisaria haver a análise de um especialista em trânsito para definir o melhor equipamento'', disse.
Moradores da região que trafegam pela via concordam com o delegado. ''Aqui é muito difícil atravessar. A gente sempre tem que correr para não ser atropelada'', comentou a aposentada Rosa Rodrigues Lopes. A dona de casa Aparecida Lopes reivindica mais sinalização. ''Não tem faixa de segurança nem semáforo. Quem atravessa sempre corre riscos.''
Mudanças
O secretário municipal de Obras, Marcelo Teodoro, disse que um levantamento está sendo realizado no local para avaliar possíveis mudanças. ''Há um pedido da comunidade que a avenida tenha sentido único. Há ainda interesse da construção de um viaduto e uma trincheira ao final do bairro Saltinho. Mas tudo isso depende de estudo e de verba'', comentou.
A mudança mais próxima, no entanto, talvez seja o alargamento da via em três metros, já que hoje a avenida tem apenas seis metros de largura. Segundo o arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Hirak Ohara, com o levantamento topográfico será possível se fazer um projeto. ''Neste projeto, provavelmente iremos construir pequenas ilhotas na avenida. Com este espaço os pedestres poderão atravessar com mais segurança.''
Ainda de acordo com ele, é cedo para afirmar quais serão as outras mudanças, mas com o levantamento em mãos, será avaliada a necessidade da instalação de mais semáforos em alguns pontos, pois as lombadas estão proibidas. ''Esse estudo deve ser finalizado em cinco dias. Com isso, a realização do projeto deve demorar mais uns 30 dias'', revelou o arquiteto. (Colaborou Marian Trigueiros)


