Flores ornamentais em canteiros centrais de avenidas e rotatórias de Londrina proporcionam um visual mais agradável e valorizam o espaço. Por outro lado, os moradores de regiões que não foram contempladas com esse tipo de serviço reivindicam o benefício.
O estudante Miquéias do Prado vê esse contraste todos os dias. Ele trabalha em um lava-rápido na Rua Joaquim de Matos Barreto, próximo ao lago Igapó (Zona Oeste). Ele se diz estimulado com a jardinagem bem feita no local, com muitas flores. ''Ficou bem bonito. Pena que a prefeitura só faz esse serviço em algumas áreas; outros bairros ficam em segundo plano, como na região em que moro, na Zona Norte'', reclama. Ele relata que esse tipo de cuidado ficaria muito bom na rotatória da Avenida Saul Elkind, próxima à sua casa.
A caixa de um posto de combustível localizado na Saul Elkind, Valéria Scarelli, afirma que a rotatória já teve um serviço de jardinagem realizado pela prefeitura tempos atrás, mas ultimamente o local está abandonado. ''Atualmente esta rotatória está horrorosa.'' Ela afirma que o cuidado aplicado às rotatórias da Região Central deveria ser estendido para essa região. ''O grande fluxo de pessoas por aqui justifica o investimento'', argumenta.
Já o professor de Educação Física Jefferson Marcos Bavia mora próximo à rotatória no cruzamento das avenidas Maringá e Castelo Branco (Zona Oeste). Segundo ele, a última vez que o local recebeu um serviço de manutenção foi durante o Natal. ''Mas em geral está bem abandonado, sem flores; e a avenida, por receber um grande fluxo de veículos, mereceria um projeto novo de arborização e jardinagem'', lamenta. Bavia não entende por que naquela rotatória não foi feita a jardinagem, enquanto a outra, que fica na mesma via com a Rua Joaquim Matos Barreto, recebeu a melhoria.
Para quem é da Zona Leste, a falta de cuidado também é motivo de reclamação. O balconista Nemias Viana Pereira trabalha em um estabelecimento que fica em frente à rotatória da Avenida dos Pioneiros com a avenida Jamil Scaff. O local fica próximo a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).
''Eles só vêm roçar a rotatória quando chega alguém importante para a universidade'', salienta. Ele relata que o local precisa de melhor arborização e que as únicas árvores que existem perto dali form plantadas por sua chefe. ''Quando vou ao Centro eu vejo que a Avenida Higienópolis está com muitas flores nos canteiros. Eu acho muito bonito. Só gostaria que fizessem isso aqui também'', solicita.
Motos
A dona de casa Aparecida Flóreo Silveira, moradora do Conjunto Ruy Virmond Carnasciali (Zona Norte), relata que a rotatória localizada no cruzamento das avenidas Winston Churchill e dos Amigos, no Conjunto Ouro Verde, não possui flores e mesmo se elas fossem plantadas não durariam.
''Com essas motos passando por cima, as flores morreriam rapidamente. Fora isso as pessoas daqui possuem o hábito de pegar as flores e levar para suas casas, então acho que não daria certo fazer a jardinagem aqui'', aponta Aparecida, explicando que motociclistas impacientes acabam passando pela rotatória.
O pedreiro Claudeir Soares confirma a transgressão de motociclistas e também acha difícil que um serviço de jardinagem feito no local fique preservada. ''A prefeitura precisaria melhorar o serviço aqui no bairro'', aponta.

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