Moradores pedem reforma de posto de saúde
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Um abaixo-assinado com mais de 500 nomes foi levado ontem à secretaria de Saúde de Londrina por moradores do Conjunto Parigot de Souza III (Zona Norte), reivindicando reformas urgentes na Unidade Básica de Saúde (UBS) Mauro Bergonzi, que atende o bairro. Rachaduras estão presentes em quase todas as paredes do prédio e uma das lajes chegou a desmoronar há alguns dias, sem ferir ninguém. Além dos problemas estruturais, há ainda a falta de médicos.
De acordo com a coordenadora da UBS, Vera Lúcia Mendes dos Santos, o posto conta com cerca de 60 funcionários e chega a prestar até 300 atendimentos por dia aos cerca de quatro mil moradores da região. ''As rachaduras começaram a afetar a estrutura do posto há quase 10 anos, data da última reforma promovida pela prefeitura na unidade. Muitas paredes tinham somente fissuras, que aumentaram no último período de chuvas'', descreveu a integrante do Conselho Local de Saúde, Eloísa Helena Silva.
Os maiores problemas concentram-se nas salas de inalação e ginecologia, onde as fissuras chegam a medir mais de 1 centímetro de largura. ''Na inalação o teto desabou há alguns dias. Por sorte, era um final de semana e o posto estava fechado. Mas os problemas na sala de ginecologia também são bem graves. Depois das chuvas do final do ano passado, a rachadura que acompanha o rodapé aumentou muito'', disse Eloísa, destacando ainda que praticamente todas as paredes e até algumas partes das calçadas externas estão rachadas. ''Chamei um amigo engenheiro para que ele avaliasse se estamos correndo riscos com estes problemas. Ao observar as rachaduras, ele nos disse que o ideal é que abandonemos o prédio'', continuou.
A falta de médicos também é uma reclamação constante dos usuários. A dona de casa Nilza da Silva era uma das moradoras mais revoltadas com a situação na manhã de ontem. ''Esta é a terceira vez que volto para tentar uma consulta com o ginecologista. Tenho os exames médicos prontos há um mês, mas não consigo o atendimento'', reclamou. ''A pediatria é outro problema. Eu tive que chegar às 5 horas para conseguir um médico para o meu filho. E ainda assim, só marcaram a minha consulta porque uma outra mãe desistiu de esperar'', disse uma jovem, que preferiu não se identificar. Segundo a coordenação do posto, a pediatra responsável, que prestava até 120 atendimentos por semana, está de licença-maternidade. O substituto não realizaria mais do que 32 atendimentos semanais.
Eloísa contou ainda que a direção do posto envia pedidos para avaliação dos problemas da unidade há cerca de dois anos para a secretaria de Saúde, sem obter respostas. ''A única coisa que nos disseram até agora é que não havia dinheiro para fazer nada nesta unidade até o ano que vem'', afirmou Cláudio Luiz dos Santos, morador que passou a manhã recolhendo mais assinaturas para o documento que seria encaminhado à secretaria na tarde de ontem.


