Moradores pedem permanência de alunos em escola da zona rural para o ano que vem
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sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Rafael Machado - Grupo Folha 
Pais dos 142 alunos da Escola Municipal Machado de Assis, no Patrimônio Usina Três Bocas, zona sul de Londrina, entregaram na semana passada um abaixo-assinado ao prefeito Marcelo Belinati (PP) pedindo a continuação das crianças para o ano letivo de 2021 na unidade, que foi inaugurada em 1948 e ainda tem a estrutura de madeira. São oito turmas que têm aulas durante a manhã e tarde. Por ser bem antiga, não possui quadra de esportes e nem sala para leitura.
Moradores que preferiram não se identificar disseram à FOLHA que a possibilidade de transferir os estudantes teria sido anunciada pela prefeitura durante uma reunião realizada em março. As alternativas, segundo a população local, seriam uma que está sendo construída no jardim Buritis, próximo ao conjunto Nova Esperança, também na região sul, e outra no distrito de Maravilha, todas na região sul. Os alunos da Machado de Assis têm entre 4 e 11 anos.
De acordo com o que diz o abaixo-assinado, se a mudança acontecer, as crianças terão que se deslocar entre sete e 15 quilômetros para estudar. "Elas são muito pequenas e precisam estar mais próximas de suas casas e familiares por questões de segurança e até de saúde. Por causa da idade, são mas suscetíveis a doenças corriqueiras e as famíliares não teriam condição, em uma situação de emergência, de buscá-las estando em um lugar distante", cita o documento.
Os moradores ressaltam que, em outro encontro no gabinete no dia 23 de março deste ano, Belinati teria se comprometido oralmente em não permitir a saída dos estudantes da escola da Usina Três Bocas. Apesar de reconhecer que a infraestrutura é "precária", eles sustentam que a Machado de Assis "faz parte do histórico de uma das regiões pioneiras de Londrina e sempre teve uma boa qualidade na educação".
Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, disse que vai atender a demanda dos pais e, pelo menos para 2021, garantiu a permanência dos alunos.


