Moradores pedem novo posto de saúde
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Marcos BorgesNovo posto jáMoradores exigem construção de posto: Se tem dinheiro para time de futebol, precisa ter para saúdeMoradores do conjunto Aquiles Stenghel (zona norte) querem um novo posto de saúde para a região. Ontem eles se reuniram em frente ao posto do bairro com uma cópia do projeto do novo prédio. Mas, sem previsão para o início das obras, tudo o que eles têm é papel.
O posto do Aquiles atende uma população de 15 mil a 20 mil pessoas de quatro bairros, segundo estimativas dos moradores. Diariamente cerca de 300 pessoas procuram atendimento no posto, que hoje tem oito pequenas salas distribuídas em 160 metros quadrados. A proposta feita no final do ano passado prevê um prédio de 350 metros quadrados com mais de 20 salas.
Segundo a presidente da Associação de Moradores do Aquiles, Maria Giselda de Lima, a obra foi aprovada no orçamento participativo de 95, com previsão de construção em 96. O terreno destinado para a obra é uma parte da praça - tomada pelo mato -, localizada ao lado do posto atual.
Hoje os moradores pretendem falar com o prefeito Antonio Belinati. Queremos saber de verba e de previsões de tempo para construir, diz Maria Giselda. E não adianta ele dizer que não tem recurso porque se tem para bancar o time do Londrina tem que conseguir para a saúde.
A resposta do presidente da Autarquia do Serviço Municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, é exatamente a que os moradores não querem aceitar: A Prefeitura não tem verbas. Concordo que é importante uma unidade nova no Aquiles, mas não temos recursos nem para terminar o que já está começado, afirma. O posto do Aquiles foi construído em 86 e ampliado em 90. No ano passado, os banheiros que ficavam ao lado da sala de curativos foram refeitos no lado de fora, por interferência da Vigilância Sanitária.
De acordo com Der Bedrossian, 14 postos de saúde estão em obras no Município - sete deles em reforma e o restante em construção. Até por uma questão de bom senso não podemos começar outra obra sem terminar o que está parado, diz Der Bedrossian. Segundo ele, não existe previsão para a conclusão das obras em andamento.


