Moradores do Jardim Social, bairro de classe média alta de Curitiba, estão assustados com a onda de violência. Só nas últimas duas semanas seis casas foram assaltadas e, em menos de dois meses, seis carros roubados. Um dos motivos do aumento de crimes, segundo moradores, é a falta de policiais no módulo existente no bairro, além da venda e uso de drogas, em plena luz do dia, no Bosque do Portugal, que também fica na região. Na tentativa de minimizar o problema, as vítimas chegaram a criar no último dia 10, a Associação em Defesa do Bosque do Portugal.
A intenção é conseguir audiência com o secretário da Segurança Pública, José Tavares, para que disponibilize mais policiais para o módulo. ''Se não formos atendidos, entraremos com ação coletiva na Justiça contra o governo por falta de segurança'', ameaçou o presidente da associação, Oswaldo Aranha.
Em um ano, a casa do médico José Rubens Farracha Labatit foi assaltada três vezes. Só este mês, foram duas tentativas de arrombamento, que só não se concretizaram porque Labatit colocou cerca elétrica no muro e o alarme tocou. ''No dia 6 de novembro era aniversário da minha filha, a casa estava cheia, mas eles não se intimidaram. Quando vimos, havia quatro homens em cima do telhado'', conta. Labatit acredita que há relação entre os assaltantes e os vendedores e consumidores de droga do parque.
O presidente da associação dos moradores lembra que há poucos dias, depois de um assalto, os moradores chamaram a polícia. O policial que estava no módulo disse que não atenderia a ocorrência porque não poderia deixar o local.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar adianta que dificilmente as reivindicações dos moradores serão atendidas porque há seis meses, os módulos policiais existentes na cidade estão sendo desativados gradativamente. ''Agora a polícia é comunitária. Existem viaturas fazendo ronda 24 horas por dia'', informou a assessoria.

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