Moradores pedem fim de obras em via
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quarta-feira, 19 de março de 1997
Da Redação 
Mário CesarProtestoGrupo se reuniu na rua e estava disposto a arrebentar o trechoOs moradores dos jardins Santa Joana, Campos Elíseos e Itapuã (zona sul) reivindicam que sejam finalizadas as obras da avenida Guilherme de Almeida, que interliga os bairros. Ontem, um grupo com cerca de 20 pessoas se reuniu na avenida pedindo uma solução. O problema está num trecho de aproximadamente 300 metros, na entrada dos bairros Santa Joana e Campos Elíseos, que só tem uma pista e não tem calçadas.
Além do grande volume de veículos que trafegam pelo local que dá acesso ao Jardim União da Vitória e distrito de Maravilha, a dificuldade aumenta nos dias de chuva. A mina de um dos terrenos que margeia o trecho transborda e impossibilita a passagem pela calçada improvisada no meio do mato. A calçada nada mais é que uma trilha coberta por piche. Os moradores reclamam que, quando chove, eles têm que passar pela rua, se expondo ao perigo do trânsito. Na manifestação, um trator ficou pronto para arrebentar o trecho caso não se chegasse a uma solução.
O secretário Municipal de Obras, José Righi de Oliveira, esteve no local e fez um acordo com os moradores. Ele explicou que o problema no trecho é que os dois terrenos do lado esquerdo, no sentido centro para a periferia, estão em processo de inventário e ainda não foi liberado para desapropriação. Outro problema é a mina que nasce no mesmo lado.
Para amenizar a situação enquanto o lado esquerdo não é desapropriado, o secretário sugere que seja feita uma pista do lado direito. Para acabar com o acúmulo de água, o secretário propõe uma galeria transpondo de um lado a outro da pista.
Righi está fazendo o levantamento dos custos e estima que a obra custe cerca de R$ 50 mil. Um dos fatores que encarecem a obra no local, apesar da pequena extensão, são, segundo o secretário, os 1.500 caminhões de terra necessários para suspender a via em um metro. Os moradores aceitaram. Mas Righi alerta que isso não consta dos programas da secretaria e não existem recursos. Ele orientou os moradores a levarem o problema ao prefeito Antonio Belinati. Se ele bater o martelo começamos já.


