Os moradores do Jardim União da Vitória, Zona Sul de Londrina, estão preocupados com a interrupção da duplicação da Avenida Guilherme de Almeida até a entrada do bairro. Segundo o vendedor de caldo de cana Antônio Gomes da Silva, de 47 anos, a informação na prefeitura seria que a obra duraria no máximo 15 dias, mas há oito meses está parada. ''Eles quebraram toda a passarela que os pedestres usavam e agora está tudo largado'', disse o vendedor.
Silva contou que durante seis anos ele trabalhou nesta pequena passarela improvisada do lado direito da avenida, mas após o início duplicação teve que encontrar um novo ponto. ''Lá tinha árvores, agora fico escondido. Além disso, quando chove não tenho como trabalhar porque o novo lugar fica cheio de lama'', relatou. O barro também é a maior reclamação dos estudantes que precisam percorrer a via até chegar aos colégios. ''Ou a gente enfrenta a lama, ou vai pela rua mesmo'', contou a estudante Critiane Santana, de 18 anos.
Segundo informações de vários moradores da região, três pessoas foram atropeladas nos últimos meses no local. ''Espero que eles arrumem antes que aconteça de novo'', disse Silva, lembrando que perdeu uma filha há alguns anos por atropelamento. ''Hoje tem um quebra-molas no lugar em que ela morreu. Mas agora ela não volta'', lamentou.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, a responsabilidade sobre a pavimentação é do loteador da área, o vereador João Dib Abussafi Filho (PMDB). ''O que devemos fazer é fiscalizar'', declarou Freitas. O loteador tem dois anos para concluir a obra.
Procurado pela Folha, Abussafi disse que o asfalto só não foi executado porque ainda não recebeu autorização por escrito da prefeitura. ''Fui autorizado apenas verbalmente, mas isso não vale. Pelo que me informaram recentemente, a resposta vem até amanhã (hoje)'', completou, frisando que ''tem até mesmo interesse político em concluir a obra.'' (Colaborou Janaina Garcia)

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