Moradores param av. Tiradentes e reivindicam mais segurança
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Adriana De Cunto 
Milton DóriaRisco constanteMoradores e estudantes bloquearam ontem cedo trecho da avenida Tiradentes: 20 minutos para atravessar a ruaUma das principais vias de tráfego de Londrina ficou fechada ontem por aproximadamente duas horas devido a um protesto de moradores e estudantes da zona oeste. Das 8 às 10 horas, cerca de 400 pessoas, a maioria alunos da escola estadual Antonio de Morais Barros, bloquearam um trecho da avenida Tiradentes (BR-369), entre os jardins Bandeirantes e Leonor. O objetivo do protesto era chamar a atenção das autoridades para a falta de segurança no local, principalmente no cruzamento da Tiradentes com rua Serra do Roncador.
O presidente da Associação de Moradores do jardim Bandeirantes, Ivo de Bassi, reclama que já procurou o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) solicitando providências: A reunião foi há 60 dias e até agora nada de solução.
Ele diz que muita gente atravessa a via nos horários de rush e lembra que, neste ano, seis pessoas já morreram, vítimas de atropelamento, na avenida Tiradentes. Nós queremos a instalação de um sinaleiro, quebra-molas ou uma passarela.
A professora Selma Mussi, da escola Morais de Barros, diz que atravessa todos os dias a Tiradentes para ir de casa, na vila Casoni, até a escola, localizada no jardim Bandeirantes. Conta que espera 20 minutos para cruzar a avenida. Ela lembra que a escola oferece ensino de 1º e 2º graus e supletivo à noite. Nós precisamos urgente de uma passarela ou sinaleiro.
Fabiana Ishida, 18 anos, estudante da Morais de Barros, conta que uma colega morreu recentemente, vítima de atropelamento na avenida Tiradentes. Ana Karina Novak, 16 anos, também aluna, atravessa a via todos os dias para ir à escola. Eu não demoro muito porque passo correndo na frente dos carros. A Polícia Militar desviou o tráfego ontem de manhã, na avenida Tiradentes, para que o protesto corresse sem problemas.
Os moradores da zona oeste procuraram o prefeito Antonio Belinati durante assinatura de contrato com empresários italianos, reivindicando uma solução para a avenida. Belinati se comprometeu a instalar quebra-molas, em 24 horas, se o DNER autorizasse.
Através de nota à imprensa, o Ippul informa que o trecho é de jurisdição do DNER, órgão que determina as diretrizes técnicas a serem seguidas pelo instituto. O Instituto está trabalhando em conjunto com o DNER para atender a reivindicação e resolver o problema, avisa a nota.
Segundo a declaração, o instituto já realizou as pesquisas de volume de tráfego, fez o levantamento geométrico das vias e preparou o anteprojeto. Agora, os técnicos estão no estágio de discussão técnica para concluir o projeto.
O diretor-técnico do Ippul, Juan Carlos Monastério, esteve na avenida Tiradentes, onde houve o protesto, e conversou com representantes de moradores.
O engenheiro do DNER, Robinson Kenji Saito, lembra que, segundo a norma 635/84 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é proibido colocar quebra-molas em vias com grande tráfego. Ele comenta que a solução ideal para o cruzamento da Tiradentes com rua Serra do Roncador é um semáforo.


