Moradores pagam para consertar estrada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de março de 2005
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
Cansados de ver carros e ônibus encalharem na estrada de terra, os moradores do loteamento de chácaras do Recanto Fazenda da Nata, na Zona Leste de Londrina, uniram-se para moledar a via rural. ''Juntamos mais de R$ 4 mil e contratamos uma empresa particular para fazer o serviço'', conta um dos chacareiros Djalma Correia.
A obra para consertar 600 metros da estrada principal do loteamento começou na manhã de ontem e deve ficar pronta até sexta-feira. ''Também tivemos ajuda de alguns supermercados e até de empresas de materiais de contrução que utilizam a estrada para entregar seus produtos'', lembra Correia. Os moradores da região tomaram a iniciativa depois de esperar muito: desde dezembro nenhuma máquina da Prefeitura teria passado pelo local para fazer a manutenção.
Segundo o diretor de desenvolvimento da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, Osvaldo de Campos Souza Júnior, devido às intensas chuvas do mês de janeiro e à greve dos servidores municipais, o cronograma de manutenção de estradas rurais foi prejudicado. ''Tivemos que refazer o programa para beneficiar as áreas mais críticas, que foram arrumadas até o final de fevereiro, mas em seguida veio a greve'', justifica o diretor.
Mesmo com a paralisação dos funcionários, a secretaria direcionou uma motoniveladora para auxiliar nos trabalhos na entrada do loteamento. ''Quem está fazendo o serviço é uma empresa que contratamos em regime de emergência no período de chuvas e que ainda tinha algumas horas para cumprir'', explica Souza. O diretor também relata que um dos problemas do atraso era conseguir alguém que cedesse o moledo. ''A opção era retirar as pedras de uma fazenda municipal. Se não, teríamos que abrir licitação para comprar o cascalho e demoraria mais ainda.''
Os 600 metros são apenas a parte mais crítica da estrada, que segundo Correia, teria mais dois quilômetros para serem consertados. ''Agora que um dos proprietários de uma chácara local cedeu o moledo, vamos retomar a manutenção assim que acabar a greve'', garante Souza. Ele não vê necessidade de outras comunidades tomarem a mesma decisão, pois acredita que logo o cronograma estará normalizado.


