Moradores pagam mas não têm iluminação
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quinta-feira, 05 de maio de 2005
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Mesmo com a conta de luz em dia, moradores da Vila Fraternidade (Zona Leste de Londrina) estão sentindo na pele os efeitos da falta de iluminação adequada. A indignação é maior porque a cobrança da energia elétrica inclui a taxa de iluminação pública, apesar de não desfrutarem das vantagens de um serviço público eficiente. Parte deles está há mais de 20 anos no bairro e reclama não obter solução ao cobrar o poder público.
Apenas um poste de luz ilumina o trecho da Rua Santa Margarida, vizinho ao marco zero da cidade. A lâmpada é insuficiente para clarear a área, o que aumenta a insegurança no local. A vizinhança é obrigada a conviver com usuários de drogas, que embrenham-se na mata. Os moradores afirmam também que o local é usado como esconderijo de mercadorias roubadas e para atos libidinosos.
Fica sempre um monte de drogados aqui. Da minha casa é possível ver eles até fazendo sexo no meio da mata. Inclusive com meninas de 11, 12 anos, afirmou o profissional liberal André Dias, 45 anos. A preocupação maior é com a segurança dos filhos adolescentes. A solução encontrada por Dias foi instalar uma lâmpada mais potente no beiral de sua casa, para clarear durante toda a noite ao menos o portão de entrada. A conseqüência: uma tarifa alta de energia elétrica.
O valor varia entre R$ 90,00 e R$ 150,00. O que mais o deixa indignado, no entanto, é a cobrança de R$ 7,16 pela iluminação pública. O sentimento é compartilhado pelo aposentado Aparecido Vitor da Silva, 58, morador do bairro há cinco décadas. A gente paga por uma coisa e fica no escuro. Não desfrutamos (da iluminação na rua), alfinetou. A vizinhança comentou também que o local é bastante utilizado por estudantes da Vila Fraternidade e outros bairros para ir à escola e ao centro.
André Dias disse que fez diversas solicitações à Secretaria Municipal de Obras e Copel para instalação de postes no trecho. Fica um empurrando para o outro a solução do nosso problema, criticou. A assessoria de imprensa da companhia de energia explicou que a responsabilidade pela expansão da iluminação pública é da prefeitura. Informou também que a taxa é cobrada de todos os consumidores para custear o serviço na cidade inteira, não apenas na frente da própria casa.
O coordenador de obras da secretaria, Joaquim Wargha, garantiu que a iluminação será instalada no trecho até o final do mês que vem. Ele explicou que a largura da rua é inferior o padrão normal. Por isso, um estudo de encaixe vai determinar o tamanho da calçada, necessária para colocação dos postes. Depois da construção do meio-fio, para que os postes não fiquem no caminho dos carros, a Copel deverá executar o serviço, afirmou.


