Cerca de 50 moradores dos bairros vizinhos ao Frigozé, em Londrina, estiveram reunidos ontem, no Centro Esportivo Santa Mônica (zona norte), para discutir o licenciamento do frigorífico, que está fechado desde 1989 por problemas fiscais e agora tenta sua reabertura. O alvará emitido ao Frigozé no ano passado foi anulado, mas o proprietário Natel Oliveira estaria se valendo de um documento datado de 1988, para voltar a funcionar.
Segundo o advogado Jorge Custódio, do Centro de Direitos Humanos de Londrina, integrante da Associação dos Moradores do Jardim Santa Mônica e do movimento Emprego Sim Frigorífico Não, a reunião foi convocada para esclarecer os moradores, que estão preocupados com a reabertura do frigorífico. ‘‘De acordo com a prefeitura e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Frigozé não tem licença para funcionar. Mas temos informações de que, mesmo embargada, a obra de readequação continua.’’
A posição do IAP, de acordo com a representante Marli Vieira Lima, é de não liberar nenhum licenciamento se o alvará não estiver regulamentado. ‘‘Em última hipótese, se a prefeitura liberar o alvará, o IAP ainda vai discutir com a comunidade’’, afirmou.
A promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepre, argumentou que, de acordo com o artigo 137 da Lei Orgânica do município, é proibido o abate de animais dentro do perímetro urbano. ‘‘Com isso, acredito que não se possa dar nem alvará nem licenciamento ambiental ao frigorífico.’’ Luciana Lepre sugeriu que uma comissão fosse formada para conversar com o proprietário.
Também participaram da reunião os vereadores Márcia Lopes, Leonilso Jaqueta, Elza Correia e Orlando Bonilha; Ossamu Kaminagakura, da Secretaria de Obras; Angela Buchmann, do Conselho do Meio Ambiente, e os presidentes das associações do Jardim Coliseu, Vladimir Lima, e do Santa Mônica, Edis Cola.

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