Moradores ocupam Prefeitura para pedir novo posto de saúde
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segunda-feira, 30 de março de 1998
Carina Paccola 
César AugustoReivindicaçãoMoradores chegaram na Prefeitura e só saíram após falar com o secretário de saúde: eles reclamam que atendimento no posto está estranguladoCinquenta e dois moradores do Conjunto Aquiles Stenghel e bairros vizinhos (zona norte de Londrina), foram até a Prefeitura reivindicar a construção de um novo posto de saúde para a região. Eles reclamam que o atual posto é pequeno para atender a demanda e que o tempo de espera para consulta é muito longo. O secretário da Saúde, Agajan Der Bedrossian, pediu calma à população e disse que há um cronograma para execução de obras na saúde.
Os moradores fretaram um ônibus e chegaram à Prefeitura por volta das 14h30. Com faixas que denunciavam o mau atendimento à saúde no bairro, eles disseram que estavam dispostos a ficar na Prefeitura até serem recebidos pelo secretário. Bedrossian chegou às 16 horas. Fui pego de surpresa e estava visitando justamente as unidades de saúde da Cidade. Às 15h25, o secretário havia pedido que a diretora executiva da secretaria, Regina Gil, o representasse, mas os moradores insistiram em falar com ele.
A população do Aquiles Stenghel pede um novo posto há quatro anos, segundo a presidente da Associação dos Moradores do bairro, Rosicler Moreira. Ela afirma que o atual posto funciona num depósito, nos fundos de um supermercado. Aumentou a população atendida, que é de 15 mil habitantes, e o posto continua do mesmo tamanho.
Segundo os moradores, a obra pode ser construída num terreno que pertence à Cohab. Rosicler informa que já foram enviados vários ofícios convidando o secretário a participar de reuniões para discutir os problemas do posto. Na última, ele enviou um representante que não tinha poder de decisão.
A dona de casa Nair Cavalar Sanches, que mora no Aquiles Stenghel, conta que está há quatro meses esperando uma consulta médica para avaliar o resultado de uma ultrassonografia. Estou com o exame na mão. Agora marcaram para abril, vamos ver se no dia vai ter vaga.
Outro morador, Hilson Moreira, conta que antes o tempo de espera para uma consulta era de dois dias. Recentemente, foi marcar uma consulta para a esposa com um clínico geral e agendaram para 35 dias depois.
Antes, o posto atendia só os moradores do Aquiles. Hoje, aumentou a população do Aquiles e dos bairros vizinhos. O atendimento está estrangulado.
O secretário Bedrossian disse que concorda com a reivindicação dos moradores, mas faltam recursos para atendê-la de imediato. Segundo ele, a atual administração entregou quatro postos nos jardins Leonor e Bandeirantes - na zona oeste - e nas vilas Nova e Portuguesa - região central.
No próximo dia 7, a Prefeitura entrega o posto no Jardim Itapuá (zona sul) e estão sendo reformados ou construídos novos postos em mais seis bairros: Irerê e San Isidro (zona sul), Vila Brasil e posto José Belinati (área central), Jardim do Sol (zona oeste) e João Paz (zona norte).
O secretário não disse o prazo exato para a construção do novo posto do Aquiles. Depois de concluir esses que estão em andamento, o Aquiles será um dos primeiros, prometeu.


