Moradores não têm o que
temer, garante secretário
O secretário municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente de Campo Mourão, Ademir Moro Ribas, disse ontem à Folha que os moradores e proprietários de áreas vizinhas ao futuro aterro sanitário não precisam temer nenhum problema ambiental no local. ‘‘O projeto foi feito de acordo com a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) e protege o meio ambiente’’, disse.
Ribas considera ‘‘natural’’ a preocupação dos futuros vizinhos do aterro sanitário. ‘‘Ninguém quer morar ao lado de um aterro nem de um cemitério, mas a obra tem que ser feita em algum lugar’’. Ele ressalta também que as pessoas estão confundindo o futuro aterro sanitário com o antigo lixão com depósito a céu aberto da Vila Guarujá. ‘‘Nada será depositado diretamente na terra e os futuros funcionários vêm sendo treinados em Curitiba’’, informou.
O início das obras depende apenas da assinatura da ordem de serviço. No total, o aterro vai custar R$ 350 mil, sendo 75% pagos pelo governo do Estado e 25% de contrapartida da prefeitura. A área adquirida pelo município tem 10 alqueires. Ribas justifica que o fato do solo ser arenoso não tem nenhum problema, uma vez que o lixo será protegido por uma espécie de plástico. ‘‘Se fosse assim, os municípios com solos arenosos não poderiam ter aterro’’, questiona.
O chefe do escritório regional do IAP, Paulo Benedito Tanahaki, disse que a área escolhida foi a melhor de todas as que foram colocadas à disposição pela prefeitura. ‘‘Existe um projeto dentro das normas ambientais’’, ressalta. Segundo ele, algumas casas e minas podem estar perto da área global do aterro sanitário, mas ficarão longe das valas onde será depositado o lixo. ‘‘Na área mais próxima ficará a casa do guarda’’, frisou. (S.S.)

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