Moradores do ‘‘Movimento Ahú Livre’’ se reuniram com o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, para pedir que o bairro não ganhe um novo shopping-center ou hipermercado. Eles temem que a permuta do terreno do Presídio do Ahú com a iniciativa privada possa causar barulho, poluição e atrair a criminalidade para a região. Hayakawa anunciou que no local vai ser construída uma praça com 10 mil metros quadrados, mas disse que não tinha meios de evitar a construção de um empreendimento comercial no terreno.
O projeto da praça, de acordo com o secretário do movimento, José Álvaro Carneiro, já tem cinco anos. ‘‘Esse estudo para construir uma praça não é nenhuma novidade, é uma coisa velha’’, disse Carneiro. De acordo com o edital de licitação da permuta do imóvel, a empresa interessada terá de construir a praça e preservar o prédio histórico do presídio, construído em 1903. A vencedora da concorrência, que deverá ser conhecida em novembro, terá ainda que construir três presídios para o governo do Estado com um total de 1,4 mil vagas.
Na reunião com Hayakawa, os moradores apresentaram a proposta para a construção de um centro cultural. Para José Álvaro Carneiro, esta seria uma boa solução para Curitiba, que segundo ele, não tem espaços adequados para receber exposições de renome nacional e internacional. Carneiro anunciou que os integrantes do movimento vão procurar o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) e o deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), candidato à sucessão de Taniguchi, para debater o futuro uso do terreno do Ahú.

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