Para a maior parcela dos moradores, o transbordamento de fossas parece menos repugnante do que a tarifa de esgoto. A conclusão foi revelada por um ''plebiscito'', ou seria uma consulta simples, feita na administração anterior. De acordo com o atual prefeito, a resposta da população foi ''não'' ao saneamento.
''O povo aqui é muito carente para pagar esgoto, mas eu acho que devia ter'', pondera o comerciante Paulo Bertin, ''nascido e criado aqui, faz 47 anos''. Ali, no bar do Paulo, em frente à praça, esgoto é assunto na ''ordem do dia''. Entre uma tacada e outra de sinuca, um jogador acha exorbitante o preço, 80% do valor da água. ''É igual a pedágio em rodovia, muito alto.'' Segundo moradores, muitas das fossas têm de ser esgotadas a cada 30, 40 dias, utilizando-se um caminhão-tanque da Prefeitura, que leva os dejetos a um aterro. O prefeito acha a situação constrangedora e diz que é preciso eliminá-la.(W.S.)

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