Londrina - Mesmo com tantos problemas, os moradores não abrem mão de usar as academias ao ar livre. O agricultor aposentado Susumo Ishibashi, de 78 anos, afirmou que havia engordado 6 quilos desde que abandonou as atividades como produtor rural e se mudou para o Jardim Cafezal 2 (zona sul). "Desde então passei a fazer atividade física aqui na academia ao ar livre e voltei ao meu peso normal, do tempo em que ainda trabalhava", revela. Ele complementa seus exercícios com uma caminhada diária de 7 km. "Eu senti que melhorei bastante. O corpo fica mais saudável. Quando chega uma certa idade, se não fizer movimento algum, o corpo fica travado", aponta. Para ele é importante ter equipamentos desse tipo disponíveis para a população.
O agente de saúde Jaime Castro, de 59 anos, mora em frente a uma dessas academias, no Jardim Morumbi (zona leste). Ele afirma que 70% do público que frequenta a AAL são da Terceira Idade. No Jardim Paraíso (zona norte), a auxiliar de serviços gerais Eliane Alves da Silva, de 49 anos, ressalta a importância de fazer atividade física. "Eu estou prestes a completar 50 anos e eu sei que nessa idade a gente precisa se cuidar cada vez mais. Até agora o fato de ser uma pessoa elétrica ajudou a manter a forma, mas pretendo utilizar mais as academias ao ar livre", revela.
Inspiradas nas academias de exercícios ao ar livre chinesas, as de Londrina foram implantadas com o objetivo de auxiliar no controle da pressão arterial e dos níveis de glicemia e de colesterol no sangue, contribuindo também para a diminuição dos níveis de estresse e de depressão das pessoas. Atualmente a FEL não possui projetos para novas academias. (V.O.)

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