Moradores de Paiçandu (10 quilômetros de Maringá) fecharam ontem o trecho urbano da PR-323 em protesto pela morte da estudante Luzia Jociele Godoy, 11 anos, atropelada na segunda-feira. Um pequeno grupo entre as mais de 300 pessoas que participaram do enterro de Luzia, no final da tarde, foi até o ponto onde ela foi atropelada e fechou a estrada. O protesto durou cerca de 20 minutos. Os moradores pediram justiça e mais condições de segurança na rodovia.
A estudante Luzia Jociele Godoi foi atropelada por um caminhão furgão Mercedes-Benz, de Sinop. O motorista Jair dos Prazeres trafegava em baixa velocidade, por causa da presença de quebra-molas no trecho, mas não conseguiu evitar o atropelamento. Segundo testemunhas, a estudante estava atravessando a pista e voltou para apanhar um caderno. Ao ver a menina, o motorista do caminhão tirou o veículo para o acostamento, mas Luzia também saiu da pista e foi colhida nas margens da rodovia.
As rodas do caminhão esmagaram o corpo de Luzia, que foi socorrida por populares e levada para o Hospital Santa Rita, em Maringá. Ela passou por várias cirurgias, mas não resistiu e morreu no início da tarde. Os moradores que participaram do protesto criticaram o prefeito Jonas Lima (PTB), que retirou um ônibus que levava os estudantes dos bairros para as escolas do centro da cidade.
A estudante Valdirene da Silva, que incentivou o fechamento da rodovia, disse que apesar dos quebra-molas, ninguém respeita a velocidade no trecho. ‘‘Os motoristas passam entre os quebra-molas em alta velocidade, e os atropelamentos são causados por isso e não por falta de atenção das pessoas’’, afirma. Lideranças da cidade já realizaram diversos protestos para a duplicação do trecho, de sete quilômetros. Mas apesar de existir uma verba prevista no orçamento do Estado para este ano, a Secretaria de Transportes não tem um projeto para duplicar o trecho.

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