Moradores insistem em redução de tarifa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de agosto de 1997
Edmara Michetti 
Londrina
Moradores do distrito de Irerê (zona sul) se reuniriam ontem à noite para levantar propostas contra o aumento da tarifa do ônibus que faz a linha do distrito até Londrina. A intenção deles é apresentar essas propostas ao prefeito Antonio Belinati (PDT) amanhã.
No mês passado, a tarifa do ônibus até Irerê subiu de R$ 1,30 para R$ 1,60. Os moradores - que usam o transporte coletivo diariamente para se locomover até seus locais de trabalhos em Londrina - querem a redução do preço. Segundo o coordenador do Conselho de Saúde do distrito, Sebastião Valderci de Carvalho, sete pessoas já perderam seus empregos e outras já estão ameaçadas pelo desemprego.
A maioria dos trabalhadores é formada por domésticas e diaristas. As patroas estão mandando embora porque não querem pagar esse preço da passagem, diz Sebastião Carvalho.
O argumento dos moradores é que outras localidades rurais como patrimônio Selva, Usina Três Bocas (zona sul) e Warta (zona norte) que têm distância similar à de Londrina-Irerê pagam R$ 0,75 pela passagem. O distrito de Irerê fica a 17 quilômetros da Cidade. O ideal seria voltar para R$ 1,30, que já era caro, diz Carvalho.
Os moradores já fizeram duas reuniões, com a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e representantes da empresa de ônibus Francovig, que faz o transporte na zona rural sul. Da Comurb eles ouviram que era impossível baixar o preço porque ele é baseado em planilhas de custos do transporte que não podem ser alteradas.
Na última reunião com a Comurb, realizada essa semana, uma nova proposta - a de implantar um terminal de integração em Irerê.
Caso a proposta seja aprovada pela comunidade e autoridades ligadas ao transporte coletivo, o terminal exigiria apenas alterações operacionais para ser implantado, sem necessidade de obras. Apesar de agilizar o transporte, a integração em Irerê não significaria mudanças no valor da passagem.
Da diretoria da Francovig, segundo Carvalho, veio a proposta de uma redução de R$ 0,10 na tarifa que passaria então para R$ 1,50. A proposta não foi aceita pelos moradores. A Folha não encontrou Francisco Henrique Francovig, sócio da empresa, durante a tarde, para confirmar a informação.


