Moradores improvisam placas de ruas
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Mariana Guerin<BR>Reportagem Local 
O Jardim Ana Terra, localizado na Zona Oeste de Londrina, foi criado há três anos e já conta com várias casas, mas nenhuma rua foi emplacada ainda. O aposentado Valdevino Vieira resolveu abrandar o problema, escrevendo o nome da Rua Ildo Garcia numa placa de madeira que ele mesmo pregou na janela de casa.
Vieira, que mora no bairro há apenas um ano, cansou de ver gente batendo de porta em porta em busca de um endereço. ''Só sei que a rua de trás chama São Sebastião porque faz divisa com o Jardim Santo André'', disse o morador. Mas apesar da falta de placas, segundo ele, o trabalho dos Correios nunca foi prejudicado.
''A correspondência chega mesmo sem as placas com os nomes das ruas'', declarou o vizinho Daniel de Betio, que mora há dois anos na Rua Gidalva Bilizaro Duarte. Por via das dúvidas e para facilitar o trabalho dos carteiros, e das visitas, o irmão mais novo de Betio resolveu escrever com giz o endereço nas grades do portão de madeira. ''Nunca tivemos problema, apenas o CEP da rua que ainda não está cadastrado na Sercomtel'', contou.
O emplacamento das vias públicas e a colocação dos números nas edificações são de responsabilidade da prefeitura, que tem um prazo máximo de dois meses, a partir da vigência da lei de denominação da via, para realizar o serviço.
Segundo o diretor de aprovação de projetos da Secretaria de Obras de Londrina, Alexandre Andrade Adario, o emplacamento das ruas obedece uma programação pré-definida pela Prefeitura, mas os próprios moradores podem solicitar o emplacamento de determinada via.
Adario explicou que as placas costumam ser afixadas nos muros das casas de esquina, mas que as placas posicionadas no solo ainda são utilizadas pela Prefeitura. Pelo menos 800 placas já foram confeccionadas este ano e estão sendo afixadas por toda a cidade. O diretor não soube precisar quanto o Município investe por ano na compra das placas, mas informou que as identificações são produzidas por uma empresa de Londrina.
Para os bombeiros e para os policiais da Companhia de Trânsito (Ciatran), a falta de placas identificando os nomes das ruas não atrapalha o atendimento às ocorrências. Isto porque a rotina faz com que estes profissionais conheçam a cidade melhor do que ninguém e porque os acidentes costumam acontecer quase sempre nos mesmos locais, justificou a Ciatran.


