Moradores impedem obras na Praça do Batel
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pouco depois que a Prefeitura de Curitiba iniciou as obras para dividir ao meio a Praça Miguel Couto, a Pracinha do Batel, ontem de manhã, cerca de 50 moradores e comerciantes se dirigiram ao local para impedir o trabalho das motosserras e tratores. Entre eles estava Rafael Xavier, de 26 anos, bacharel em Direito e morador, há dez anos, das redondezas. O jovem se colocou diante do trator e as outras pessoas se posicionaram na frente das motosserras para evitar que a praça centenária fosse demolida.
''A população teve que ir para cima dos tratores. Nós sabíamos que a lei estava do nosso lado. Quinta-feira passada, enviamos o pedido de tombamento da praça para a Secretaria de Cultura do Estado. Já foi aberto o processo para tornar a pracinha patrimônio público, portanto ela não pode sofrer qualquer tipo de intervenção'', justifica Xavier, contando que duas árvores foram derrubadas, até que foi apresentada uma liminar concedida pela Justiça, em decorrência de uma ação popular.
''A gente sabe que tem interesses econômicos por trás disso'', acusou Rafael Xavier, um dos coordenadores do Movimento dos Amigos do Batel, criado há três semanas. Xavier ainda informou que o dono da banquinha de revista da praça teve a concessão para funcionamento ameaçada por funcionários do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
O administrador da Regional Matriz, Omar Akel, explica que não cabe ao Ipucc resolver concessões públicas, e sim à Urbanização de Curitiba (Urbs). ''Essa obra de abertura da praça teve o estudo iniciado há oito anos, e é de interesse da maioria por fazer a ligação da Água Verde com o Bigorrilho'', rebate.
De acordo com Akel, as obras na pracinha foram paralisadas diante da ordem judicial. A prefeitura só fez a retirada de duas árvores pequenas e de um poste republicano, podou alguns galhos e implantou um novo poste de concreto. ''O assunto está na mão da Procuradoria Geral do Município, que vai analisar os documentos e entrar com recursos para dar continuidade à obra de revitalização urbana, que deve continuar'', disse Akel, informando que a Prefeitura não foi informada oficialmente do pedido de tombamento da praça.


