Moradores fecham rua em protesto
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sábado, 29 de novembro de 1997
Curitiba 
Albari RosaBatista: Carro me arrastou por 100 metros e não posso trabalharO atropelamento de um menino de oito anos, que sofreu fraturas nas pernas, foi o estopim para um protesto que fechou a Avenida Maringá, em Pinhais, por mais de duas horas ontem à tarde. O menino foi atropelado por um Fiat Uno ao meio-dia, quando voltava da escola. Minutos depois, dezenas de moradores do Jardim Perdiz II interromperam o tráfego com galhos de árvores. Segundo eles, é o oitavo atropelamento no mesmo ponto desde que a avenida foi asfaltada, há três anos. À tarde, a prefeitura colocou tachões de concreto no asfalto, mas a solução não agradou os manifestantes.
A maior preocupação é com as crianças que cruzam a avenida nos horários de início e final de aula na Escola Municipal Frei Egídio Carloto. Segunda-feira, uma menina de nove anos foi atropelada por uma motocicleta. Ela teve fratura na bacia e está hospitalizada.
Os motoristas passam por aqui em alta velocidade e não se importam com os pedestres, disse o pedreiro Geraldo Batista, de 62 anos, atropelado por um Passat no dia 13 de abril. O carro me arrastou por mais de 100 metros, tive fraturas em dois pontos da perna direita e desde então não posso mais trabalhar, contou Batista.
O presidente da União das Associações de Moradores de Pinhais, João de Oliveira, disse que já pediu dezenas de vezes à prefeitura a instalação de lombadas no local. Ontem o secretário municipal de Obras, Jorge Grando, mandou instalar tachões de concreto em três pontos próximos à escola. Os moradores acham que esses obstáculos não inibirão os motoristas. Para eles, a solução definitiva seria a instalação de um semáforo. Isso está descartado. Não temos dinheiro para instalar semáforos nem nas vias principais da cidade, disse Grando.


