Albari RosaBatista: ‘‘Carro me arrastou por 100 metros e não posso trabalhar’’O atropelamento de um menino de oito anos, que sofreu fraturas nas pernas, foi o estopim para um protesto que fechou a Avenida Maringá, em Pinhais, por mais de duas horas ontem à tarde. O menino foi atropelado por um Fiat Uno ao meio-dia, quando voltava da escola. Minutos depois, dezenas de moradores do Jardim Perdiz II interromperam o tráfego com galhos de árvores. Segundo eles, é o oitavo atropelamento no mesmo ponto desde que a avenida foi asfaltada, há três anos. À tarde, a prefeitura colocou tachões de concreto no asfalto, mas a solução não agradou os manifestantes.
A maior preocupação é com as crianças que cruzam a avenida nos horários de início e final de aula na Escola Municipal Frei Egídio Carloto. Segunda-feira, uma menina de nove anos foi atropelada por uma motocicleta. Ela teve fratura na bacia e está hospitalizada.
‘‘Os motoristas passam por aqui em alta velocidade e não se importam com os pedestres’’, disse o pedreiro Geraldo Batista, de 62 anos, atropelado por um Passat no dia 13 de abril. ‘‘O carro me arrastou por mais de 100 metros, tive fraturas em dois pontos da perna direita e desde então não posso mais trabalhar’’, contou Batista.
O presidente da União das Associações de Moradores de Pinhais, João de Oliveira, disse que já pediu dezenas de vezes à prefeitura a instalação de lombadas no local. Ontem o secretário municipal de Obras, Jorge Grando, mandou instalar tachões de concreto em três pontos próximos à escola. Os moradores acham que esses obstáculos não inibirão os motoristas. Para eles, a solução definitiva seria a instalação de um semáforo. ‘‘Isso está descartado. Não temos dinheiro para instalar semáforos nem nas vias principais da cidade’’, disse Grando.

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