Paranavai - Empresários e moradores de Paranavaí (Noroeste) bloquearam ontem a BR-376 por cerca de 1h30. O protesto foi para chamar a atenção para os constantes acidentes que ocorrem entre o trevo de acesso a cidade e o Parque Industrial. Os manifestantes querem a instalação de redutores de velocidade, sinalização e novas vias de acesso às ruas e empresas. Uma longa fila de veículo se formou, mas os motoristas não reclamaram da manifestação.
Após liberarem a rodovia, os manifestantes fizeram uma carreata pelas principais ruas e avenidas de Paranavaí. Segundo um dos organizadores do movimento, Rafael Dal Prá, há anos os empresários da região pedem providências para diminuir o número de acidentes no local, mas não têm conseguido sucesso. ''Fizemos esse protesto hoje para chamar a atenção das autoridades e poderemos tomar outras medidas como essa.''
Ele disse que a morte do gerente de um posto de combustível, José Aparecido Morigge, 46 anos, foi o estopim para realização do bloqueio. Ele foi morto na quarta-feira, quando sua moto foi atingida por uma caminhonete que trafegava pela rodovia.
Outro empresário da região e um dos idealizadores do movimento, Jeferson Vinício Tinti, disse que dois de seus funcionários já foram atropelados este ano na rodovia. Ele conta que o fluxo de pessoas é muito grande e os veículos passam em alta velocidade. Por dia, circulam pela região cerca de mil trabalhadores. ''Queremos que os carros passem mais devagar e que melhorem as vias de acesso. Não estamos pedindo obras complicadas.''
Os motoristas que ficaram parados durante o bloqueio se mostraram favoráveis à manifestação. O caminhoneiro maringaense José Molina passa quatro vezes por dia no local. Ele disse que a velocidade dos veículos é alta e constantemente presencia acidentes. ''Sou favorável ao movimento para que a gente não perca mais vidas.''
Para o entregador Claudinei Guedes, o maior problema é no final da tarde. ''As pessoas usam o acostamento para trafegar de bicicleta e muitas vezes o motorista só percebe muito próximo. O problema é que nem todo mundo tem consciência de andar devagar aqui'', enfatizou.
O sargento da Polícia Rodoviária de Paranavaí, Wanderley Ferrari, confirmou que o fluxo de pessoas é grande no início da manhã e no final da tarde e que os motoristas costumam trafegar em alta velocidade. Nesses horários, a polícia tem feito operações para reduzir a velocidade dos veículos. Ele acha que a criação de uma via secundária já resolveria o problema, uma vez que grande parte dos trabalhadores utiliza motocicletas e bicicletas. De acordo com a polícia, em 2006 foram registrados sete acidentes, com duas vítimas fatais. Esse ano foram cinco ocorrências com uma vítima fatal.
A concessionária Viapar, responsável pela rodovia, informou que não pode fazer modificações, porque depende do DER. A empresa também informou que iria esperar um contato dos manifestantes para analisar as reivindicações.

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