Moradores fecham Carlos Strass
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Para reivindicar a mudança de uma passarela e um melhor acesso entre bairros vizinhos, moradores do Jardim Tropical (Zona Norte) se mobilizaram ontem pela manhã e fecharam um trecho da rodovia Carlos João Strass. Eles queimaram pneus e galhos secos. Segundo um dos moradores, Valdir Nascimento Silva, cerca de 200 pessoas participaram do protesto. ''O melhor comércio, as escolas, o posto de saúde, fica tudo no Milton Gavetti, mas na altura do meio do nosso bairro, então ninguém desce lá para atravessar a rodovia pela passarela'', explica
A estrutura de travessia dos pedestres foi instalada próximo ao semáforo colocado para garantir segurança aos moradores. ''Isso nunca funcionou e agora as crianças passam pela rodovia e pulam a mureta (que separa os dois sentidos da pista). É muito perigoso'', reclama a moradora Hilda Martins Barros.
A colega dela, Lisiane da Silva Santos, conta que diariamente ela e os três filhos de 5, 9 e 12 anos atravessam a Carlos Strass para ir e vir da escola. ''Essa passarela tinha que estar mais perto de quem usa'', afirma.
Durante a manifestação, ela recolhia assinaturas para um abaixo-assinado pedindo a mudança da travessia ou construção de uma nova, além de facilitar o acesso de veículos para o Gavetti. Pelo programa de duplicação da rodovia, a entrada dos bairros terá que ser feita depois do motorista fazer as rotatórias nos pólos do trecho.
''A única coisa que eu queria saber é se quem planejou essa passarela pensou na gente, porque ninguém usa. A noite vira um perigo passar por aqui'', destaca Silva. O engenheiro do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e responsável pela obra de duplicação da Carlos João Strass, e também pela colocação da passarela, Marco Aurélio Sguario, garante que a travessia foi instalada no local definido pela própria comunidade.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini, usa o mesmo argumento. ''Eles foram ouvidos. O que acontece é que é preciso mudar um pouco de hábito e isso sempre causa estranhamento no começo'', analisa.
Ele avisa que não há qualquer possibilidade da obra ser modificada. ''É só uma questão disciplinar. Nós precisamos garantir segurança para a comunidade'', resume. Os moradores, por sua vez, garantiram que na próxima segunda-feira, às 7h30, farão nova manifetação. ''Desta vez será mais organizada. Já avisamos a polícia e os bombeiros'', afirma Barros.


