Moradores fazem vigília contra antena
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2001
Celso Mattos De Londrina 
Uma carreata que reuniu caminhões, carros de passeio e motos movimentou, ontem à tarde, os jardins Mazzei e Europa (zona Sul de Londrina), contra a instalação de uma antena de telefonia celular da Global Telecom na rua Gonçalves Ledo. Tocando cornetas e soltando fogos de artifícios, a Associação dos Moradores dos dois jardins está mobilizando os moradores desde sábado. Amanhã (hoje) vamos protocolar um requerimento administrativo na prefeitura pedindo a suspensão da obra, disse Antônio Carlos da Silva, presidente da associação.
Ele disse ainda que hoje, às 7 horas, os moradores vão fazer uma corrente humana em volta do terreno onde será instalada a antena para impedir que os técnicos da Global entrem no local. Já expulsamos eles uma vez e vamos fazer isso novo. Aqui eles não trabalham, afirmou Maria Lúcia Valentim, moradora do Jardim Mazzei.
Segundo Antônio Carlos da Silva, os moradores temem que a instalação da antena cause prejuízos. Nossos imóveis serão desvalorizados e, além disso, há suspeita de que essas antenas fazem mal à saúde. Fomos informados também que eletrodomésticos como geladeira, televisão e freezer sofrem interferências com a instalação da antena, acrescentou. Ele informou que grupos de moradores vão se alternar e fazer vigíla durante 24 horas no local. Aqui ninguém vai entrar, garantiu.
Segundo Antônio Carlos, se a prefeitura não tomar providências, a associação vai entrar com uma ação na justiça. Já contratamos um advogado e estamos com todos os documentos prontos para mover a ação, disse.
Ontem, os moradores do Residencial Saveiros, que fica próximo aos jardins Mazzei e Europa reclamaram do barulho do movimento de protesto. Não somos contra o protesto, mas eles começam a soltar fogos e a tocar corneta às 5 horas da manhã e ninguém consegue dormir em pleno final de semana, queixou o engenheiro agrônomo Marcelo Gouveia, morador do residencial, que tem 127 famílias.
A dona de casa Márcia Silas Móia disse que seus dois filhos pequenos acordam assustados e chorando com o barulho. Hoje (ontem), tivemos que chamar a Polícia Militar, mas nem assim eles pararam de soltar fogos e tocar corneta. Sou a favor do protesto, mas não às 5 horas da manhã, afirmou Márcia Silas.


