Moradores fazem queixas contra apito de trem
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segunda-feira, 17 de maio de 1999
Marccio W. Varella 
Um engenheiro de tráfego da Ferrovia Atlântico Sul vai fazer a partir de hoje o cálculo do índice de decibéis do apito do trem que corta a zona urbana de Maringá, no sentido leste-oeste.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente tem recebido cerca de 10 telefonemas diários de reclamações contra o apito da locomotiva, principalmente durante a madrugada, quando uma média de quatro composições atravessa a cidade.
Segundo o secretário Hamilton Cardoso, o índice máximo permitido é de 55 decibéis durante o dia e 45 à noite. Com certeza absoluta, o apito deste trem produz, no mínimo, 70 decibéis, sendo insuportável principalmente para quem mora perto.
A diretoria da Ferrovias Atlântico Sul reuniu-se ontem com o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) e o secretário Cardoso para discutir uma solução para o caso.
Os engenheiros argumentaram que, de acordo com as normas ferroviárias, o trem é obrigado a dar dois apitos longos e um curto ao se aproximar de uma passagem de nível. Na zona urbana de Maringá existem 10 dessas passagens, sendo nove com cancelas que têm guardas durante as 24 horas do dia.
A gerente de patrimônio da Atlântico Sul Silvana Alcântara de Melo disse que a norma ferroviária obriga o maquinista a apitar mesmo que a cancela tenha sinal e guarda. Vamos investigar a partir de hoje se o maquinista está exagerando no apito ou não. Se o índice de decibéis estiver muito alto vamos baixá-lo.
O prefeito Jairo Gianoto disse que o problema será resolvido em 10 meses, quando os túneis do Novo Centro entrarem em funcionamento. Dentro de 15 dias retomaremos a obra e a passagem do trem será subterrânea. Aí não haverá mais apitaço.
O governo do Estado vai começar a liberar aos poucos a verba de R$ 6,9 milhões que faltam para a conclusão da obra. No total, o Novo Centro custará R$ 31 milhões.


