Moradores fazem mutirão para limpar boca-de-lobo
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segunda-feira, 14 de abril de 2003
Cláudia Barberato e Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Mais um domingo de protesto para os moradores do Jardim Novo Perobal, zona sul de Londrina. Anteontem pela manhã, alguns moradores se reuniram para realizar a limpeza da boca-de-lobo da Rua João Rezende Filho, a via principal do bairro. O problema é antigo e muitas reivindicações junto à prefeitura já foram feitas, sem atendimento, como informou o presidente da Associação de Moradores, João Cabral.
De acordo com outro morador da rua, Ricardo Batista, o problema já é crônico e esta foi a segunda vez este ano que os próprios moradores tiveram que desentupir a boca-de-lobo e limpar a área. O entupimento provoca mau cheiro, lixo acumulado, aparecimento de insetos, colocando em risco a saúde e até a segurança dos moradores. O problema também deixa a rua intransitável.
Segundo Cabral, desde março de 2002 os moradores vêm pedindo uma solução da prefeitura. O último pedido de ajuda por parte dos moradores foi feito no ínicio deste mês. ''A resposta, na Secretaria de Obras, foi 'Vou ver''', disse Cabral.
Ele garantiu que a associação tem feito um trabalho de conscientização com os moradores para que não deixem lixo ou terra acumulados que possam entupir as bocas de esgoto. ''Mas resolver o problema não depende só de nós. Falta muita vontade para atender nossos pedidos'', desabafa.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que a diretoria não se pronunciará sobre o assunto porque problema não é de sua alçada, já que se trata de uma complicação na galeria de águas pluviais, de responsabilidade da prefeitura. O secretário municipal de Obras, Aloysio de Freitas, disse que o entupimento na boca de lobo é causado pelos moradores.
''É tudo uma questão de mau uso da galeria de águas pluviais. Os moradores jogam resíduos ali e fazem ligações clandestinas da rede de esgoto, o que provoca o transbordamento. Isso nunca poderia ser feito num fundo de vale, uma área de preservação ambiental'', disse Freitas. Ele afirmou que a secretaria não pretende tomar nenhuma providência. ''O que eu vou fazer, dimensionar uma galeria maior para o sujeito continuar jogando garrafa pet lá dentro? Só a conscientização vai resolver.''


