Moradores exigem solução para lixo
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sábado, 14 de maio de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Na Zona Leste de Londrina, uma rua clandestina que liga o início da Estrada dos Pioneiros ao Jardim Interlagos, abriga todo o tipo de lixo. Entulho de construção, galhos de árvores, pneus velhos, resto de móveis, peças de carros, animais mortos, lixo doméstico e até hospitalar. Seringas, luvas descartáveis e frascos de remédios ficam expostos, colocando em risco a saúde de quem passa pela rua.
Além do mau cheiro, os moradores se incomodam com as queimadas que, freqüentemente, são feitas no local. O lixo também atrai ratos e baratas, que acabam invadindo as casas mais próximas.
A rua, com cerca de 250 metros de extensão, não tem infra-estrutura, mas serve de passagem para moradores, além de manter um grande fluxo de carros e caminhões. O local foi loteado com chácaras e abriga ao lado, um enorme ferro velho.
O vigia Reginaldo Guanais e a mulher, Regina Guanais, sempre utilizam a rua e reclamam da sujeira. Aqui é sempre assim. Já vi a máquina limpando, mas faz muito tempo, afirmou o Guanais. Falta conscientização das pessoas para deixar o local limpo, complementa a mulher.
De acordo com o representante comercial, João de Freitas, que possui uma chácara próxima ao local, há cinco anos os moradores reivindicam infra-estrutura para a rua, mas até agora, nada foi feito.
Ele comenta que os moradores já fizeram a limpeza do local com recursos próprios por não conseguirem uma solução com os órgãos públicos. Depois de limpo, as pessoas voltam a jogar o lixo no mesmo lugar, reclama.
A intenção agora, segundo Freitas, é radicalizar. Vamos dar um prazo de cinco dias para a prefeitura fazer a limpeza, caso contrário, vamos colocar todo esse lixo na rua, impedindo a passagem de pessoas e veículos.
O diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Ubanização
(CMTU), João Verçosa, reconhece que o problema acontece em vários pontos da cidade, mas que no Jardim Interlagos, os descartes de entulhos são mais freqüentes. São pequenos descartes, feitos por carroceiros, que vão se acumulando e causando muitos problemas para os moradores.
Verçosa se comprometeu a enviar uma equipe de fiscalização até o local na segunda-feira, para verificar a situação e limpar a rua. Temos que identificar se o local é uma área pública ou privada. Se for pública, é nossa obrigação fazer a manutenção, mas se for privada, o proprietário será notificado e responderá pela área.
O maior problema, segundo Verçosa, é que a população contrata esse tipo de serviço por ser mais barato, no lugar dos serviços especializados. Os carroceiros acabam levando o lixo para praças e ruas.
Proibir o serviço, para Verçosa, é impossível. Os carroceiros vivem disso. O que precisamos é determinar um local adequado para que eles despejem os entulhos.
Para isso, está sendo desenvolvido um projeto junto a Secretaria do Meio Ambiente que pretende conscientizar os carroceiros e orientar o trabalho. Vamos definir um local para descarte do entulho, disciplinar esse descarte, e separar o material de construção de galhos e outro objetos.
A intenção, segundo Verçosa, é reativar a Central de Moagem, para reaproveitar os entulhos de construção como benefício para a própria cidade, utilizando o material, por exemplo, como moledo. Precisamos dar uma destinação ecologicamente correta para esse lixo.
O projeto ainda não tem prazo para ser lançado, mas, segundo Verçosa, deve ser feito o mais rápido possível para minimizar o impacto ambiental.


