Moradores exigem que feira cumpra horários
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Uma comissão de moradores entregou ontem à Companhia Municipal de Trânsito de Londrina (CMTU) uma série de reivindicações para a adequação da feira livre que funciona na parte final da Avenida São Paulo, ocupando alguns quarteirões das ruas Espírito Santo e Alagoas, na área central da cidade. A entrega foi feita durante uma reunião dos moradores com a diretora de operações da CMTU, Rosimeire Suzuki Lima. Os feirantes não compareceram. A reportagem tentou falar com os dois representantes dos feirantes mas não conseguiu encontrá-los.
Os moradores reclamam principalmente da falta de cumprimento de horário determinado pela lei a montagem das barracas deve começar às 4 horas , da falta de limpeza adequada das ruas e da obstrução das vias. Lucinéia Moreira Machado mora no local há quatro anos. Para ela, não participando da reunião os feirantes demonstraram que não querem negociar. ''Eles chegam antes do horário, começam a montagem no meio da madrugada e ninguém mais pode dormir'', reclamou. Segundo ela, há uma grande população morando ali que é prejudicada pela feira. De acordo com ela, há ainda o problema de segurança. ''Se ocorrer um incêndio ou alguém tiver que ser socorrido não há como entrar por causa da obstrução das ruas'', afirmou.
Júlio Saito, outro morador, contou que o portão da garagem de sua casa fica obstruído. ''Os meus filhos têm que sair para estudar e são xingados pelos feirantes. Nos dias de feira (quinta-feira e domingo), depois que termina, a gente tem que limpar tudo'', acusou. Saito afirma que os feirantes jogam lixo no seu quintal por causa das reclamações que ele faz.
A diretora de operações disse que a feira não irá sair do local, mas que todo o esforço será feito para resolver o problema. ''Terá que haver bom senso e vontade de ambas as partes para poder chegar a uma solução.'' Rosimeire entende que algumas das reivindicações são justas, como a questão do horário e da limpeza. Segundo ela, haverá uma reunião com os feirantes para que eles sejam informados das reivindicações dos moradores.
A feira funciona no local há cerca de 50 anos e é uma das mais tradicionais da cidade. Às quintas-feiras são montadas 75 barracas e aos domingos, 138.


