Josoé de CarvalhoDúvidasJosé Gusmão, que mora com a família em casa da RFFSA e pouco sabe sobre o leilão: ‘A coisa está enrolada’As famílias que ocupam hoje os imóveis em Londrina estão ainda pouco informadas sobre o processo de licitação aberto pela RFFSA. ‘‘A gente só sabe por boca, a coisa está meio enrolada’’, aponta José Rubens Gusmão, que há quase quatro anos mora com esposa e filhos em uma casa de três quartos do jardim Maria Lúcia.
Funcionário da RFFSA por 18 anos, Gusmão hoje trabalha na Rede Sul Atlântico - que assumiu o controle da Malha Sul desde março - e tem esperança em poder comprar a casa onde reside com a família. Mas ele teme que, numa concorrência pública, um outro candidato ofereça uma proposta que não possa ser coberta pelos atuais moradores. ‘‘Vamos ver as condições que eles vão dar essa preferência para a gente. Em leilão pode aparecer todo o tipo de pessoa’’, observa.
José Gusmão lembra ainda que há várias ações na Justiça, movidas por ex-funcionários contra a RFFSA, por questões como hora extra e periculosidade, entre outras coisas. Ele acredita que essas pendências trabalhistas poderiam entrar no negócio das casas. ‘‘Se houver condições a gente fica, mas não tenho conhecimento do edital e nem base de quanto vão pedir pelo imóvel.’’
‘‘Falaram que vão vender, parece que no mês que vem’’, aponta sem muita certeza Vera Lúcia Alves de Lima, esposa de funcionário da Sul Atlântico e que há um ano mora na casa da zona oeste. Segundo ela, a família até tem interesse em ficar com a casa se as condições de compra forem boas. Essa também foi a observação de Rosa Marli, esposa de funcionário da Sul Atlântico e que chegou há um mês a Londrina. ‘‘Ainda não estamos sabendo de nada, mas parece que eles vão procurar a gente para vender.’’

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