Moradores esperam por solução
As famílias atingidas pelas chuvas de terça-feira em Londrina ainda contabilizam os estragos provocados em suas casas. O casal Patrícia e Vando da Silva voltou apenas ontem para casa, depois que o muro do quintal desabou com a força das águas, na Rua Severino Santini, no Conjunto Violim (zona norte). A gente teve que voltar porque não tem pra onde ir, disse Patrícia, que ficou hospedada na casa da sogra. Ontem voltou a chover em Londrina.
Tivemos que comprar cama e colchão novos, mas o guarda-roupa também estragou e acho que o sofá não vai secar, disse, mostrando as marcas da água na parede da casa, que é alugada. Nós só vamos sair depois de resolver a situação. Tanto para Patrícia, como para os outros vizinhos atingidos, a espera é por uma solução da Companhia de Habitação de Londrina(Cohab).
Todas as vezes, eles falam que vão resolver, contou Patrícia Gomes da Silva, que brincava numa piscina nos fundos da casa na rua Severino Santini quando começou a chuva. Meu pai mandou que nós saíssemos e foi a sorte, porque desabou tudo em cima dela, explicou.
Para Vera, mãe de Patrícia, limpar a lama que invade a casa e os móveis não é novidade. Aconteceu a mesma coisa em novembro de 91. Moro aqui há 17 anos, fiz melhorias na casa e não posso deixar tudo para trás, explicou Vera. Os moradores temem que a Cohab desaproprie os imóveis e construa no local um escoadouro para as águas das chuvas.
O presidente da Cohab, Assad Jannani, garantiu que a companhia não está propondo a desapropriação dos imóveis. A Cohab espera pelo laudo da seguradora para iniciar as obras de recuperação. Se os moradores não concordarem com a mudança das casas, nós iremos reconstruí-las no mesmo local, mas com a solução técnica que é construir um vazadouro para as águas, disse Jannani, que já entrou em contato com o secretário municipal de obras José Righi de Oliveira sobre o assunto.
As melhorias nos imóveis não são cobertas pelo seguro, apenas a construção original, disse Jannani. É um acordo amigável, consensual entre todas as partes. Mas a seguradora acenou com a possibilidade de pagar por uma das casas que tinha melhorias. Pode-se estudar outros casos.Dorico da SilvaChuvaVera e a filha Patrícia, e uma das casas atingidas em Londrina: moradores temem a desapropriaçãoKarla Matida





