Moradores enfrentam polícia e são presos
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terça-feira, 26 de agosto de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Ontem o clima de tensão voltou a se repetir no Jardim Nossa Senhora da Paz. Pela manhã, novos disparos foram ouvidos na vizinhança. E os ânimos se acirraram no início da tarde, durante uma operação da Polícia Militar (PM), quando três moradores acabaram presos por desacato a autoridade.
Segundo o capitão Roberto Moura Rocha, um dos comandantes da operação, os PMs estavam em perseguição a dois suspeitos que teriam atirado do alto de uma casa, quando começou o conflito. ''Estávamos fazendo verificação quando os moradores desacataram e agrediram os policiais'', afirma. Reforço policial foi chamado para evitar maiores tumultos.
A versão da empregada doméstica Luzinete da Silva, 39 anos, uma das detidas, é outra. Ela afirma que tentou evitar que policiais invadissem sua residência para preservar a filha pequena, de três anos. ''Quando pedi o mandado eles me deram uma gravata, me bateram e bateram no meu marido. Não sou bandida, sou trabalhadora e eles não podem invadir minha casa desse jeito'', afirma.
Há mais de um mês, a PM tem uma viatura exclusivamente destinada à região. Como a presença dos policiais parece não coibir os crimes, o comando da PM promete reforçar policiamento. O subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), major Devaldir Geraldo Amadei, afirmou ontem que outra viatura será colocada na favela da Rua Pantanal, além de policiais com cães que farão rondas a pé pelos dois locais. ''Teremos que abordar todo mundo. Iremos pedir um mandado coletivo e esperamos a colaboração da comunidade para evitarmos que isso aconteça novamente'', afirmou.
Três pessoas, Maicon Olívio Rosa, 18 anos e dois menores, foram detidos anteontem suspeitos de envolvimento no tiroteio. Segundo o delegado do 3º Distrito Policial, Manuel Pelisson, dois deles são moradores do Jardim Leste/Oeste. ''Deve ter no máximo um atirador da Pantanal envolvido nesses tiroteios, o que ocorre é que o pessoal da Leste/Oeste usa a Pantanal de palco de tiro'', afirma.
Os três foram reconhecidos pelos policiais. As armas não foram encontradas e o exame de parafina, que poderia reforçar as provas contra os suspeitos pela detectação de pólvora nas mãos, não é mais realizado em Londrina. A Polícia Civil ainda procura por mais dois suspeitos. (Colaborou Hérika Fondazzi)


