Curitiba - Criada em homenagem ao centenário da emancipação política do Paraná (em 1853), a Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como ''Praça do Homem Nu'', em referência à estátua, tornou-se um ponto de insegurança para moradores e comerciantes da região. Eles reclamam do consumo de drogas no local e constantes casos de brigas.
De acordo com os frequentadores da área, os problemas de segurança são consequência da falta de policiamento. Eles afirmam que a viatura da Guarda Municipal responsável pela vigilância da praça deixou o local após a instalação de uma câmera de segurança na esquina das ruas Cândido de Abreu e Inácio Lustosa, há aproximadamente três meses. A presença do equipamento, porém, não inibe a ocorrência de brigas e o consumo de drogas.
O aumento da violência foi percebido após o reforço do policiamento na Praça Tiradentes, próxima à do Homem Nu. ''Antes não tinha muito (problema), mas depois que colocaram câmeras na Tiradentes aqui está virando uma bagunça'', afirma o motorista Dorival Rodrigues, 56 anos, que trabalha no ponto de táxi da praça durante todo o dia.
Além da presença dos usuários de drogas durante a semana, a situação se complica aos domingos, quando diversos grupos de jovens se reúnem no local. Esta é uma das principais reclamações dos comerciantes e moradores. Segundo eles, o consumo de bebidas alcóolicas é intenso e as brigas inevitáveis, com a ocorrência de alguns atos obscenos. ''Os maiores (de idade) compram as bebidas e entregam para os adolescentes'', conta o funcionário de um mercado da praça, Jean Alex Ulian.®MDBO¯®MDNM¯
A movimentação, segundo os comerciantes, resultou em queda nos atendimentos e também em assaltos. ''Tem que trabalhar, não tem outro jeito, faço o que, fecho?'', indaga um vendedor que não quis se identificar e está na praça há oito anos. Os taxistas afirmam que deixam de pegar passageiros e ficam com medo de serem assaltados durante alguma corrida iniciada na praça. Para os comerciantes, os assaltos também são constantes. Turistas e famílias que passeavam pela região também deixaram de frequentar a praça, segundo eles.
Na porta da escola
A Escola Estadual Tiradentes está localizada em frente à praça. A movimentação de entrada e saída de alunos na hora do almoço é grande e possibilita abordagens e oferta de drogas. Para a diretora da escola, Regina Maria Foltran Scucato, a solução está no trabalho de sensibilização dos alunos realizado dentro da instituição. ''Percebo que neste ano está um pouco menos, mas temos uma campanha na escola com a Patrulha Escolar e a Guarda Municipal'', conta.

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